Novos dados de um estudo da Check Point revelam que o sector financeiro europeu está a enfrentar um crescimento global sem precedentes da ataques informáticos. No ano passado, foi alvo de 1.858 incidentes, mais do dobro de 2024, quando foram contabilizados 864 ataques. O número também revela que a Europa foi uma das regiões mais afetadas por incidentes informáticos graves - 345 no total, quase um quinto (19%) de todos os ataques globais.

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Neste grupo de incidentes graves no sistema financeiro, destaque para ataques de negação de serviço distribuído, ransomware e operações de fuga e exposição de dados.

A nível global, os ataques DDoS cresceram 105%, para 674 incidentes, mais de metade ocorreram na Europa (52%). Afetaram sobretudo sites bancários, sistemas de pagamento e serviços financeiros expostos ao público. Os países onde se registaram mais eventos foram o Reino Unido, França, Alemanha e Espanha.

Também no que diz respeito ao ransomware e extorsão avançada, os números registados na Europa ficaram acima da média global. No que se refere ao ransomware foram identificados 74 ataques no sector financeiro europeu, e 451 a nível global.

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“Embora os Estados Unidos concentrem o maior volume absoluto de ataques de ransomware, a Europa distingue-se pela elevada interdependência entre instituições, cadeias de fornecimento e serviços partilhados, o que amplifica o impacto operacional e reputacional de cada incidente”, sublinha a nota de divulgação do relatório Financial Threat Landscape 2025.

No que se refere a incidentes de fuga e exposição de dados, o aumento global em 2025 foi de 73%, para um total de 443 casos. Na Europa, foram registados 43 incidentes deste tipo. Muitos estão associados a más configurações em ambientes cloud e SaaS, falhas na governação de identidades e em integrações de terceiros.

“O sector financeiro europeu está a ser comprimido por uma combinação persistente de ataques DDoS, campanhas de ransomware cada vez mais agressivas e exposição contínua de dados”, destaca Shir Atzil, Cyber Threat Intelligence Analyst da Check Point Exposure Management Research.

“Esta realidade reflete tanto as tensões geopolíticas como a natureza altamente interligada dos sistemas financeiros europeus”, acrescenta o responsável. Para responder a este aumento, a Check Point apela a um reforço da capacidade de antecipar, coordenar e resistir à pressão crescente (mais resiliência), que deve ser refletida num reforço dos investimentos.

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