Decerto já aconteceu a toda a gente, chegar a um sítio onde não conhece ninguém e começar a usar o smartphone para se manter ocupado. Mas se o dispositivo começa a servir de “muleta” quando não se quer socializar, o caso muda de figura.
No entanto, um relatório da Kaspersky Lab mostra que há muitos portugueses a fazê-lo, com cerca de três em cada quatro dos inquiridos (75%) a admitir já ter usado um dispositivo para se fingir ocupado quando não quer falar com alguém.
Grande parte dos utilizadores portugueses (72%) também recorre aos seus equipamentos quando não sabe o que fazer em uma situação social, mas também há quem os use apenas para passar o tempo (46%) ou como distração (44%).
Também há quem prefira usar o smartphone na execução de tarefas diárias (31%), como pedir um táxi ou direções, em vez de interagir diretamente com outras pessoas porque consideram que é mais fácil usar a tecnologia para isso.
Mas, independentemente das motivações que levam ao uso dos dispositivos, cerca de 34% dos inquiridos revelou ter medo de se aborrecer quando não tem acesso ao seu smartphone e 12% não sabe como se pode fingir de ocupado sem esta ajuda.
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