A Google lançou esta semana a sua atualização mensal do Android, chamada de “Pixel Drop” de março, e a funcionalidade de destaque é uma integração inédita do Find Hub com o sistema de recuperação de bagagem das companhias aéreas. A ideia é simples, mas prática, basta a sua mala perdida ter um localizador compatível com a tecnologia Find Hub.
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A partir do momento em que esta não aparecer tapete rolante, pode gerar imediatamente uma ligação segura dentro da aplicação e partilhá-la diretamente com a companhia aérea. Desta forma estará a permitir que as equipas de bagagem acompanhem a localização da mala em tempo real enquanto a procuram. Para tal o utilizador apenas precisa de abrir o Find Hub, selecionar o item em falta e toca em "partilhar localização do item".
A aplicação gera um URL único e encriptado que pode ser colado no formulário de reclamação de bagagem da companhia aérea, no seu site ou na aplicação móvel. A partir daí, os funcionários do aeroporto conseguem ver a localização atualizada da mala nos seus sistemas habituais, sem necessitarem de ferramentas adicionais. A ligação expira automaticamente ao fim de sete dias e é desativada assim que o smartphone deteta que a mala voltou à posse do proprietário. O utilizador mantém sempre controlo total da partilha e pode revogar o acesso a qualquer momento.
A Google integrou esta funcionalidade nos dois maiores sistemas de rastreio de bagagem da indústria, o WorldTracer que pertence à empresa de tecnologia aeronáutica SITA, e o NetTracer, da Reunitus. Juntos, estes sistemas suportam toda a operação de recuperação de bagagem de centenas de companhias aéreas em milhares de aeroportos em todo o mundo. Isto significa que, mesmo que uma companhia aérea não tenha ainda anunciado a integração da funcionalidade, esta poderá já estar a ser utilizada.
No lançamento, mais de dez companhias aéreas já aceitam formalmente ligações do Find Hub no seu processo de recuperação de bagagem, entre elas a Air India, a China Airlines, o Grupo Lufthansa (que engloba a Lufthansa, Austrian Airlines, Brussels Airlines e Swiss International Airlines), a Saudia Airlines, a Scandinavian Airlines, a Turkish Airlines e a Ajet. Mais companhias aéreas deverão juntar-se à lista, como a Qantas, que está prevista para breve.
A integração com o WorldTracer é particularmente relevante para viagens com escalas ou voos partilhados entre operadoras, uma vez que garante uma experiência mais consistente independentemente da companhia que efetua o voo em cada escala. Para aproveitar a funcionalidade, é necessário ter um localizador Bluetooth compatível com a rede Find Hub colocado na mala antes do embarque. Pode ser uma etiqueta de terceiros compatível com a tecnologia, ou uma mala com hardware integrado, como as da Samsonite que já incluem suporte nativo para a rede da Google.
A funcionalidade baseia-se na rede distribuída de milhões de dispositivos Android que detectam anonimamente localizadores Bluetooth compatíveis e retransmitem a sua posição através da infraestrutura da Google. Esta funciona de forma semelhante à rede Find My da Apple que já viabiliza a partilha de AirTags com companhias aéreas, uma integração que, segundo a SITA, já resultou numa redução de 90% na perda permanente de bagagem.
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