A Redmi Note 15 Series fez a sua estreia em janeiro, numa linha que se afirma como a primeira de muitas novidades prometidas pela Xiaomi para este ano, inspirada pelo mote "Titan Tough" (ou resistência titânica, numa tradução livre para português). Além de modelos com características mais modestas, a nova gama aposta também numa versão mais "artilhada" como o Redmi Note 15 Pro+, que pusemos à prova ao longo das últimas semanas.
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A começar pelo design, a Xiaomi consegue um bom equilíbrio entre durabilidade e elegância. Longe do aspecto volumoso dos modelos “rugged”, o Redmi Note 15 Pro+ tem uma espessura que não vai além dos 9 mm, contando com uma construção sólida que tem proteção reforçada contra quedas e choques, além de Gorilla Glass Victus 2 nos painéis frontais e traseiros.
Disponível em três cores, a versão nos tons Mocha Brown, que pudemos experimentar num ainda antes do lançamento, é a mais chamativa do grupo, com destaque para o painel traseiro em pele vegan, com acabamento suave ao toque, que lhe dá um toque mais premium.
Por outro lado, a versão que nos acompanhou ao longo deste teste, na cor preto, não tem o mesmo “charme”, mas não perde elegância e apresenta-se como uma opção a considerar para quem gosta de modelos com um aspecto mais discreto.
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Apesar das diferenças no estilo, todos os modelos partilham a mesma resistência, incluindo características como um interior redesenhado para maior proteção dos componentes contra água, bem como graus de proteção de IP66 e IP68 e a capacidade de resistirem à imersão em profundidades de até 2 metros por 24 horas, afirma a Xiaomi.
Não andámos a “mergulhar” o smartphone, mas durante estes dias mais chuvosos, conseguiu demonstrar a sua resistência, com a tecnologia AI Wet Touch no ecrã a ser particularmente útil naqueles momentos em que precisávamos de o usar com as mãos molhadas. Além de sobreviver à chuva, o Redmi Note 15 Pro+ também conseguiu resistir a múltiplas “viagens” entre bolsos e mochilas e até à ocasional queda sem ganhar arranhões.
No ecrã, o smartphone conta com um painel AMOLED de 6,83 polegadas que se destaca pela elevada qualidade de imagem, com uma resolução de 1.5K (2772 x 1280) e boa fluidez graças a uma taxa de atualização até 120 Hz, à qual se junta uma touch sampling rate até 480 Hz.
O brilho máximo até 3.200 nits é também um ponto positivo, adaptando-se adequadamente a diferentes ambientes e, para quem se preocupa com o conforto visual, há escurecimento dinâmico PWM de 3.840 Hz, além de tripla certificação de proteção ocular.
No que toca à fotografia, o Redmi Note 15 Pro+ chega com uma nova câmara de 200 MP, equipada com um sensor de 1/1,4 polegadas, com 5 distâncias focais disponíveis (dos 23mm aos 92mm) e suporte a zoom ótico até 4x, acompanhada por uma ultra-grande angular de 8 MP. A elas juntam-se novidades na câmara frontal, que passa agora para os 32 MP.
As câmaras traseiras são integradas num módulo ligeiramente redesenhado em comparação com a geração anterior e que, apesar das grandes dimensões, não é demasiado intrusivo durante a utilização.
Deste conjunto, a câmara principal é a que deixa uma melhor impressão, com a desempenho da ultra-grande angular a não ir além do satisfatório. Durante os nossos testes, o sensor principal mostrou as suas competências tanto em cenários bem iluminados como em ambientes mais sombrios, resultando em imagens com boa nitidez e preservação de pormenores, além de cores vivas, incluindo no modo retrato.
Clique na galeria para ver as imagens que captámos com o Redmi Note 15 Pro+
Por outro lado, notámos algumas dificuldades quando se trata de “congelar” cenas em movimento, ou até quanto tentamos fotografar em dias particularmente ventosos, e, no que respeita ao zoom, os resultados deixam por vezes a desejar. Até 4x conseguimos resultados satisfatórios, mas, quando entramos no zoom digital em valores mais elevados, notam-se as limitações na captação de pormenores, sobretudo em ambientes mais escuros.
Autonomia para todo o dia (e mais além)
No interior, o Redmi Note 15 Pro+ conta com um processador Snapdragon 7s Gen 4, que já vimos em modelos como o Motorola Edge 70. Embora não seja o chipset mais “poderoso”, mostra-se bastante competente para as tarefas do quotidiano.
Entre apps de mensagens e produtividade, vídeo e redes sociais e nas experiências fotográficas não sentimos grandes “solavancos” no desempenho, mesmo em modo multitarefa. Nos jogos, a questão torna-se mais complicada, sobretudo para quem aprecia títulos mais graficamente exigentes.
A presença de algum "bloatware", ou seja, de aplicações pré-instaladas que nem sempre são essenciais, é um ponto menos positivo, assim como o facto de o smartphone chegar ainda com o HyperOS 2 (baseado no Android 15). Note-se que, de acordo com a Xiaomi, o modelo vai receber 4 anos de updates do sistema operativo, com suporte a 6 anos de atualizações de segurança.
Embora não conte com as novidades do HyperOS 3 que já circulam noutros modelos da fabricante, ainda há espaço para funcionalidades de IA, incluindo na fotografia, com o AI Creativity Assistant. Além de funcionalidades do sistema HyperAI para a escrita, traduções e legendas, o smartphone tem suporte ao Gemini da Google e ao sistema de pesquisa inteligente Circle to Search.
Já a bateria “generosa” é um dos grandes pontos positivos deste smartphone. Com uma capacidade de 6.500 mAh, a bateria promete estar preparada para aguentar 1.600 ciclos de carregamento (o equivalente a uma longevidade de 6 anos), com uma autonomia média de 2 dias.
E, de facto, a experiência que tivemos ao longo deste teste está em linha com as estimativas de autonomia da marca, conseguindo alcançar essa marca com um uso mais regrado do smartphone.
Mesmo com um uso intensivo, o desempenho da bateria não desapontou e a capacidade de usar o smartphone para dar mais energia a outros pequenos equipamentos também se revelou útil. Note-se, no entanto, que ao contrário da geração anterior, que suportava carregamento rápido HyperCharge a 120W, no Redmi Note 15 Pro+, essa capacidade desceu para 100 W.
Em suma, o Redmi Note 15 Pro+ é um smartphone que vai certamente agradar a quem procura um modelo com uma autonomia sólida e com “pedalada” mais do que suficiente para o dia a dia, mas também para quem valoriza um design premium que é capaz de lidar com imprevistos sem comprometer o estilo.
Por outro lado, ainda há arestas por limar no que toca à fotografia e ao desempenho, que o tornam menos apelativo para os entusiastas da fotografias que precisam de uma configuração de câmaras mais versátil, bem como os fãs de gaming que levam os jogos mesmo a sério ou para quem faz uso de aplicações muito exigentes.
Recorde-se que, em Portugal, o smartphone está disponível, numa única versão com configuração de memória RAM e armazenamento interno de 12 GB/512 GB, por um preço de 529,99 euros.
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