A GSMA apresentou durante o Mobile World Congress 2026 o relatório The Mobile Economy 2026, dedicado ao impacto da indústria mobile a nível global. O estudo destaca que atualmente, existem 8,8 mil milhões de ligações wireless, dos quais 5,8 mil milhões são assinantes únicos, ou seja, 70% da população mundial que dependem dos serviços de comunicação mobile, negócios e acesso às plataformas digitais.
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A atualidade da tecnologia assenta no amadurecimento das redes 5G e 4G avançadas, que são uma prioridade, mas aponta que a indústria está a entrar numa nova era, moldada por serviços inteligentes, com capacidade de se adaptarem e com valor acrescentado. As arquiteturas 5G standalone e a rápida integração da IA e outras tecnologias transformativas, sejam nas aplicações de consumo ou soluções empresariais, são garantidas pelas redes mobile de próxima geração.
O relatório afirma que as tecnologias e serviços mobile geraram 7,6 biliões de valor económico em 2025, o equivalente a 6,4% do Produto Interno Produto global. Mas projeta para 2030 um aumento de valor nos 11,3 biliões de dólares, representando 8,6% do PIB global. O documento salienta ainda as oportunidades futuras, destacando que mesmo que 96% da população mundial esteja coberta por largura de banda mobile, cerca de 3 mil milhões de pessoas continuam desconectadas. O chamado “usage gap”, ou seja, quem tem cobertura, mas não utiliza, ainda é de 38%, sendo que “apenas” 58% estão realmente conectadas.
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Outros dados destacados apontam que o ecossistema mobile suporta atualmente 50 milhões de postos de trabalho a nível mundial, em dados de 2025, tendo contribuído com mais 800 mil milhões de dólares em receitas públicas através das taxas. Prevê-se que em 2030, 57% de toda a rede mobile seja suportada por 5G, sendo que o 2G contabiliza apenas 1% e o 3G com 5% das ligações. O relatório aborda ainda a projeção dos custos globais com o cibercrime, incluindo fraude, com tendência a aumentar dos 9,22 biliões de dólares em 2024 para 15,63 biliões de dólares em 2029.
A inteligência artificial é apontada como um motor de receita e transformação, em que 45% dos operadores veem a monetização da IA como prioridade estratégica. Neste caso, a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de eficiência para gerar novos modelos de negócio. Espera-se que as operadoras de telecomunicações comecem a atuar como provedoras de conectividade otimizada para IA, ao mesmo tempo que podem tornar-se fornecedoras de computação, ou seja, GPU as a service (GPUaaS). Estas podem ainda tornar-se parceiras de soluções de IA para as empresas.
A segurança nas redes é outro ponto tocado no relatório, com 90% das operadoras a utilizarem arquiteturas de defesa em múltiplas camadas como prioridades elevadas. O relatório considera que a IA pode fortalecer a segurança, mas também é capaz de criar novas vulnerabilidades. Nesse sentido, a segurança passa a ser uma nova oportunidade comercial, sobretudo ao nível do mercado B2B.
Apesar da adoção do eSIM ainda ser “tímida”, espera-se que esta tecnologia possa representar 42% de todas as tecnologias SIM até 2030, através da adoção dos smartphones, wearables e equipamentos de IoT. É destacado a facilidade de ativação digital, a redução dos custos operacionais, além de abrir portas a novos modelos de serviços. Já é destacada a próxima evolução desta tecnologia, com os chamados iSIM a serem construídos diretamente nos chipsets para IoT e segmentos de baixo custo. O iSIM tem uma previsão de adoção de 34% em 2030, enquanto o SIM removível tradicional já tenha menor peso, com cerca de 24%.
O planeamento do 6G também já começou, tendo como foco o espectro do 4,5 GHz e 7-8 GHz, que tem sido prioritário no que diz respeito à harmonização. O relatório aponta que a implementação da próxima geração da tecnologia mobile não deverá acontecer antes de 2030. As novas tecnologias têm também o objetivo de reduzir a intensidade de carbono através da IA e apostar em energias renováveis. O documento refere ainda a importância da resiliência das redes mobile como essencial para dar resposta a desastres naturais e alimentar os sistemas de alerta.
Os smart glasses são referidos no relatório como os wearables em ascensão. Apesar da taxa de adoção ainda ser relativamente baixa, com cerca de 2% nos mercados dos países desenvolvidos, este segmento tem vindo a acelerar rapidamente.
Empresas como a Meta e a EssilorLuxottica já venderam mais de 2 milhões de unidades Ray-Ban Meta de segunda geração, esperando escalar para 10 milhões por ano até ao fim de 2026. A Google, Snap e a Apple preparam também novos lançamentos. A combinação de voz, visão e contexto dos modelos de IA generativa multimodal conduzem a experiências cada vez mais intuitivas e de mãos livres. O relatório sugere que as operadoras possam criar novas oportunidades de negócio ao incluir os smart glasses nos seus pacotes de oferta e planos premium.
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