A ANACOM publicou o relatório sobre as comunicações eletrónicas em 2025, destacando que o perfil do consumidor é um utilizador altamente conectado, rodeado de serviços fixos e móveis, mas que a sua maioria integra vários deles num único pacote. Apesar de tudo, existem diferenças geracionais, barreiras económicas e falhas de literacia digital que continuam a marcar o acesso e a utilização dos serviços.

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Em 2025, a grande maioria das famílias tem ao seu dispor algum serviço fixo de comunicações eletrónicas, ou seja, 93,2%, segundo os dados do inquérito sobre a utilização das tecnologias de informação e comunicação. Os serviços de TV por subscrição continuam a ser os mais utilizados, com 89,4%, seguindo-se o acesso à internet em local fixo com 85,3%. Já o serviço de telefone fixo tem uma taxa de penetração mais baixa, em 75%, mas desses, 62,8% diz que não utiliza. Por outro lado, a banda larga móvel no telemóvel foi utilizada por 55,8% das famílias, já o serviço telefónico móvel é praticamente universal, com 97,5% da população a utilizar.

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No retrato do acesso à internet, seja fixo ou móvel, 91,1% das famílias utilizam, o que significa um aumento de 0,5% face ao ano anterior e mais 3,8% olhando para 2021. Em 89,5% dos casos individuais, os inquiridos afirmaram ter utilizado nos três meses anteriores à entrevista, representando mais 1% do que no ano anterior. Ainda assim, 9,6% da população diz nunca ter utilizado a internet.

O relatório demonstra que Portugal continua a ser o país dos “pacotes”, liderando mesmo a taxa de penetração da União Europeia. Durante 2025, 87,1% das famílias dizem que aderiram a ofertas de pacote, um crescimento de 0,5% face ao ano anterior. A TVS foi o serviço mais subscrito em ofertas de pacote, com 94,9% das famílias. A presença dos serviços móveis nos pacotes é cada vez mais usual para 79,4% das famílias.

Relativamente à distribuição etária, existe uma maior taxa de utilização dos serviços pelos mais jovens, mais instruídos, empregados, estudantes e pessoas com maior rendimento. Lisboa, Setúbal, Açores e Madeira registaram maior proporção de famílias com acesso aos serviços fixos de comunicações e serviços em pacote. Mais de 90% aderiram a TVS nestas regiões.

Grande parte da população diz que o uso do telemóvel acaba por ser o principal motivo para não ter telefone fixo. Nas razões de não terem TV por subscrição é salientado o custo elevado dos serviços (para 31,6%) e a falta de utilidade, uma vez que 33,9% aponta que os canais não pagos são suficientes. Já 19,4% dizem que não têm tempo ou sem hábito de ver televisão. Já nas barreiras de acesso à internet, 41,4% é por falta de literacia, 19,8% por falta de utilidade e por razões económicas no elevado custo de acesso (12,3%) e do equipamento (10%).

Por fim, o relatório destaca que quase todas as empresas com mais de 10 trabalhadores têm internet (98,8%) e que a taxa de penetração nas empresas está acima da média europeia, na maioria dos sectores, mas com destaque para os Transportes.

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