A Lenovo apresentou os resultados financeiros do terceiro trimestre do seu ano fiscal 2025/26. De acordo com a fabricante, este período, que corresponde ao último trimestre de 2025, foi marcado por receitas recorde, por uma rentabilidade acelerada e pela expansão contínua das receitas relacionadas com inteligência artificial (IA).

Segundo os dados partilhados, a receita global do grupo atingiu um máximo histórico trimestral de 18,5 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 18% face ao período homólogo. Todas as áreas de negócio registaram um crescimento de dois dígitos em termos anuais.

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Relativamente ao lucro líquido ajustado (excluindo itens não recorrentes e não operacionais), a Lenovo dá conta de um aumento de 36% para 495 milhões de euros, com a margem de lucro ajustada a expandir para 2,7%. O maior impulsionador destes resultados é a IA, que cresceu anualmente 72%, e que tem já um peso de 32% do total das receitas do grupo.

Dividindo os resultados pelas áreas operacionais, a divisão de dispositivos (IDG - Intelligent Devices Group) registou um crescimento 14% em receitas para 13,3 mil milhões de euros. Apesar da escassez de componentes e do aumento de custos que afetam toda a indústria, o negócio de PCs e dispositivos inteligentes registou um crescimento de receitas de 17%, e um crescimento de volume de PCs superior à média de mercado pelo 10.º trimestre consecutivo.

Por dentro da CES 2026 em Las Vegas
Por dentro da CES 2026 em Las Vegas Stand da Lenovo na CES 2026

A empresa afirma que a quota de mercado de PCs atingiu o valor mais alto da sua história, com 24,9% no ano civil, e 25,2% de quota trimestral, tornando-a a única a ultrapassar os 25% de quota global de mercado de PCs.

Quanto a smartphones, a Motorola cresceu 38% no último trimestre em volume e 26,6% em termos de ativação. Segundo a IDC, a marca conquistou 7,1% de quota de mercado para o último trimestre do ano.

Já a área de ISG (Infrastructure Solutions Group) também registou um trimestre recorde, afirma a Lenovo, com mais 31% de receitas, para um total de 4,38 mil milhões de euros. O resultado foi fortemente impulsionado pela expansão dos fornecedores de serviços cloud (CSP), que sentiram uma forte expansão da sua base de clientes, que por sua vez investiram em servidores de IA.

A área de infraestruturas de IA registou um crescimento de 59% em termos anuais, o que correspondeu a 13 mil milhões de euros. Porém, foram as soluções de refrigeração líquida Neptune quem registou maior crescimento, cerca de 300%, graças à sua elevada adoção pelos fornecedores de serviços cloud. Quanto à área de serviços (SSG – Solutions and Services Group), registou-se um crescimento de receitas de 18% para 2,3 mil milhões de euros, o que permitiu manter a tendência de 19 trimestres consecutivos de crescimento anual, com a margem operacional a crescer para mais de 22%.

Relativamente ao mercado Ibérico, Alberto Ruano, Diretor-Geral da Lenovo Ibéria, afirma que a marca obteve, pela primeira vez, um domínio absoluto nas áreas de PCs e tablets, tanto para Portugal como Espanha.

Olhando especificamente para o mercado nacional, a Lenovo foi número um em toda a área de PCs, com uma quota de mercado de 27,3%. A marca obteve 26,2% de quota no segmento de consumo, segmento esse onde foram líderes, e 28,4% no segmento profissional, onde ficaram em segundo lugar por uma diferença mínima.

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