Um relatório divulgado pela ScaleUp Portugal lista as 25 startups portuguesas, criadas entre 2012-2017, que conseguiram amealhar a maior fatia do investimento alocado à área tecnológica. As empresas obtiveram cerca de 60% das verbas, que correspondem a 110,7 milhões de euros do total de 185 milhões do orçamento disponível. Este valor total corresponde a uma queda de 13,9% face ao período correspondido entre 2011 e 2016.

O relatório baseia-se numa amostra de 480 empresas tecnológicas portuguesas que foram criadas entre 2012-2017, sob o patrocínio do MIT Portugal. Este analisa o financiamento captado, as receitas, a criação de emprego e a receita de capital, segundo refere o Expresso. A especialista justifica que o decréscimo no investimento nesse período está relacionado com um fator de sazonalidade, por estarem ainda em fase de angariação de fundos.

As 25 startups listadas criaram cerca de 850 empregos, destacando a percentagem reduzida que foi atribuída às mulheres, 24,4%, sendo referida a necessidade de trazer mais mulheres ao sector tecnológico português.

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As tecnologias de informação e comunicação obtiveram a maior fatia do bolo total do investimento, em cerca de 73 milhões de euros, correspondendo a mais de metade do capital angariado. A área representa o maior volume de crescimento de receitas, seguindo-se a internet e o consumo. Ainda assim, é referido que a maior parte do investimento foi feito por entidades estrangeiras, em 72,6%, entre eles os Estados Unidos e Reino Unido.

O pódio das cidades que receberam mais investimentos e geraram mais receitas encontram-se Porto, Lisboa e Coimbra, destacando-se a capital portuguesa como maior polo de atração de capital estrangeiro. No quadro pode consultar as 25 startups que se destacaram nos últimos cinco anos.

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