Como realçam os especialistas, à medida que cada vez mais pessoas recorrem a chatbots de IA, como o ChatGPT ou o Copilot, assim como a outras ferramentas generativas para aumentar a produtividade, muitas podem estar a expor dados pessoais e empresariais sensíveis sem se aperceberem.

Não perca nenhuma notícia importante da atualidade de tecnologia e acompanhe tudo em tek.sapo.pt

Citado em comunicado, Marijus Briedis, CTO da NordVPN, afirma que “a rápida adoção da IA no local de trabalho ultrapassou a nossa compreensão dos seus riscos”.

“As pessoas estão a introduzir informação confidencial em ferramentas de IA sem perceber para onde esses dados vão, como são armazenados ou quem pode ter acesso a eles", realça o responsável.

Marijus Briedis alerta que, ao contrário de uma conversa com um colega de trabalho, “as interações com ferramentas de IA podem ser registadas, analisadas e potencialmente utilizadas para treinar modelos futuros”.

“Quando os colaboradores partilham dados de clientes, estratégias internas ou informações pessoais com assistentes de IA, podem estar a criar vulnerabilidades de privacidade sem querer", afirma.

Mas os riscos da IA não se ficam por aqui e a mesma tecnologia que aumenta a produtividade no trabalho também está a ser utilizada por cibercriminosos para criar burlas cada vez mais convincentes e difíceis de identificar, indicam os especialistas.

Veja como alterar as definições de privacidade nos chatbots de IA para proteger os seus dados
Veja como alterar as definições de privacidade nos chatbots de IA para proteger os seus dados
Ver artigo

Segundo os dados do Teste Nacional de Privacidade, relativos ao ano de 2025, mais de 30% dos portugueses não conseguem identificar corretamente burlas realizadas com recurso a IA, como deepfakes ou clonagem de voz.

De acordo com pesquisas anteriores da NordVPN, uma em cada três pessoas a nível mundial deparou-se com burlas online nos últimos dois anos. Quase metade afirmou ter perdido dinheiro e, para 20% dessas pessoas, as perdas ultrapassaram os 100 dólares.

Apesar disso, a identificação de burlas é uma das áreas do Teste Nacional de Privacidade onde há mudanças positivas. Os especialistas detalham que a consciencialização aumentou cinco pontos percentuais (p.p.), passando de 63% em 2024 para 68% em 2025. 

A compreensão das ferramentas online que ajudam a proteger a privacidade digital também cresceu, de 27% em 2024 para 32% em 2025. Embora ainda seja uma proporção baixa em termos gerais, a subida de 5 p.p. mostra que a consciencialização para ferramentas como VPNs e gestores de palavras-passe tem aumentado.

Os dados indicam que há uma maior compreensão sobre as permissões dadas às aplicações, com um aumento de 3 p.p. para 94%. Por outro lado, as atualizações continuam a ser uma área descurada, registando-se uma diminuição de 2 p.p. para 54%.

Assine a newsletter do TEK Notícias e receba todos os dias as principais notícias de tecnologia na sua caixa de correio.