O Departamento de Investigação Criminal de Setúbal da Polícia Judiciária, em colaboração com a SIBS e Paywatch, procedeu à detenção de uma mulher de 29 anos, suspeita da prática de crimes de burla informática e associação criminosa.
A investigação levou ao desmantelamento de um esquema fraudulento de aquisição e venda online de artigos através do portal OLX, lesando dezenas de pessoas desde fevereiro de 2018. A PJ estima que os valores do negócio rondem os 50.000 euros.
Segundo o relatório, a maior parte dos movimentos fraudulentos foi feito através da plataforma de pagamentos MB Way. Para perpetuar o crime, a suspeita abordava as vítimas no OLX, enviando mensagens para o telemóvel dos lesados como suposta interessada, alegando que pretendia efetuar o pagamento através da app do MB Way.
Sendo uma aplicação recente, e ainda pouco conhecida, os lesados não sabendo o funcionamento da aplicação e convencidos que se tratava de transações legítimas, as vítimas ativaram o referido serviço sob as instruções do defraudador, introduzindo o número de telemóvel e o código que lhes foi fornecido. Para além de nunca terem recebido o respetivo valor pedido pelo artigo que estavam a vender, as vítimas da burla ainda verificaram diversos levantamentos da sua conta, assim como débitos diretos de valores elevados.
A suspeita será agora presente a um primeiro interrogatório judicial, ficando a saber quais as medidas de coação a aplicar.
Esclarecimento da SIBS
Em comunicado enviado ao SAPO TEK, a SIBS esclarece que as burlas e fraudes com serviços legítimos e fidedignos, tal como o MB Way são um problema de segurança pública. Assim, a entidade bancária está totalmente à disposição das autoridades para prevenir e identificar as respetivas atividades. A SIBS afirma ainda que os respetivos dados deste incidente não podem ser revelados, por estarem em segredo de justiça.
A SIBS alerta ainda que, apesar de disponibilizar os serviços com a máxima segurança, os quais podem ser utilizados com confiança, cabe aos utilizadores protegerem-se contra situações que se afigurem como atividades anormais e irregulares. A entidade bancária recomenda ainda que os utilizadores não adicionem números de telemóvel que não possua ou desconheça às suas contas. Refere ainda que os bancos nunca solicitam a associação do número de telefone às contas e caso sejam abordados para tal, devem desconfiar e contactar o seu agente bancário.
Por fim deixa ainda algumas dicas de “senso comum”, tais como nunca fornecer dados confidenciais ou pessoais em respostas de emails ou sms, mesmo que a origem aparente ser legítima; verificar os extratos bancários regularmente para identificar eventuais movimentos desconhecidos; por fim, deverá contactar o seu próprio banco para acrescentar à sua ficha de cliente o número de telemóvel.
Nota de redação: A notícia foi atualizada com a declaração de esclarecimento da SIBS.
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