Nas suas primeiras observações, observatório o Vera C. Rubin conseguiu “espreitar” milhares de asteroides no nosso Sistema Solar, 1.900 dos quais nunca tinham sido observados anteriormente. Deste conjunto, destacam-se 19 asteroides com rotações super ou ultra-rápidas.

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Ao analisarem os dados recolhidos, os investigadores, que partilharam as suas conclusões na revista científica The Astrophysical Journal Letters, encontraram um asteroide com um diâmetro superior a 500 metros e cuja rotação é a mais rápida alguma vez observada para um objeto desta dimensão.

Todos os asteroides que fazem parte deste conjunto de 19 objetos espaciais têm comprimentos superiores ao de um campo de futebol americano, que tipicamente tem cerca de 90 metros. O maior deles, identificado como 2025 MN45, tem um diâmetro de 710 metros e realiza uma rotação completa em apenas 1,88 minutos.

Os cientistas detalham que a rotação de um asteroide pode revelar “pistas” importantes sobre a sua origem, formação e composição. Por exemplo, um asteroide com uma taxa de rotação elevada pode ter sido “acelerado” por uma colisão no passado com outro asteroide, sugerindo que poderá ser um fragmento de um objeto originalmente maior.

Observatório Vera C. Rubin vai criar o maior time-lapse do Universo. Veja as primeiras imagens
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Além disso, uma rotação rápida exige que o asteroide tenha força interna suficiente para não se desintegrar em múltiplos fragmentos. Os investigadores explicam que a maioria dos asteroides é composta por vários fragmentos rochosos unidos pela gravidade, o que impõe limites à sua velocidade máxima de rotação.

Para os objetos na principal cintura de asteroides, localizada entre Marte e Júpiter, o limite de rotação é de 2,2 horas, detalha a equipa. Quanto maior for a velocidade de rotação acima deste limite, e quanto maior for o tamanho do asteroide, mais resistente terá de ser o material que o compõe.

No caso do 2025 MN45, Sarah Greenstreet, investigadora que liderou o estudo, afirma que “é evidente que este asteroide tem de ser composto por um material com uma resistência muito elevada para se manter intacto enquanto roda a uma velocidade tão extrema”.

Os cientistas esperam descobrir mais asteroides com rotações super ou ultra-rápidas assim que o observatório Vera C. Rubin começar a sua missão científica, com uma duração de 10 anos. Como detalhado durante a apresentação das primeiras imagens registadas pelo observatório, em junho do ano passado, espera-se que seja capaz de descobrir até 5 milhões de asteroides.

Clique na galeria para ver as primeiras imagens do observatório Vera C. Rubin

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