Durante o evento Think 2018, a IBM revelou os planos para o seu sistema de assistente virtual Watson, referindo que será disponibilizado às empresas que procuram soluções para os seus produtos. Os parceiros da empresa poderão introduzir o Watson em automóveis, dispositivos domésticos, smartphones e outros equipamentos de escritório que necessitem de um assistente de inteligência artificial.

Diferente das propostas Cortana da Microsoft ou Alexa da Amazon, o sistema Watson procura um papel mais dissimulado do grande público, centrando-se no ramo empresarial. Por exemplo, utilizar o Watson em um quarto do hotel que seja capaz de se lembrar das preferências de ar condicionado dos hóspedes ou sugerir refeições baseado em anteriores pedidos.

Através do Watson as empresas podem oferecer produtos de valor acrescentado aos seus clientes, e não um assistente que responda diretamente ao utilizador. Quem comunicará com os clientes serão os próprios produtos equipados com o sistema, já que o Watson é considerado um produto de “marca branca”. Não existe um logotipo ou uma forma de identificação da solução da IBM, deixando para as empresas que licenciarem o assistente de IA personalizarem como entenderem a sua “personalidade”. Pegando no exemplo do hotel, um hóspede pode referir frases como “está demasiada claridade” e o quarto automaticamente diminui a iluminação.

Já existem algumas empresas a utilizar o Watson, como a Maserati, que equipou o seu cockpit digital do GranCabrio com o assistente. Ou uma empresa britânica dedicada à construção de medidores inteligentes que criou um assistente chamado I-VIE, com base no Watson, que define as temperaturas do lar mediante as horas previstas das pessoas saírem ou chegarem a casa. Anteriormente, o sistema já foi utilizado em diferentes eventos, como os Grammies e o US Open de Tennis, para ajudar a catalogar fotos e vídeos dos eventos.

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