A Apple está a preparar-se para dar um passo significativo na sua estratégia de produção ao planear o fabrico do novo Mac Mini em Houston, no estado do Texas. Esta decisão surge num momento de particular relevo geopolítico e económico, assinalando um esforço contínuo da empresa liderada por Tim Cook para diversificar as suas cadeias de abastecimento e reduzir a sua dependência histórica para com a China.
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A operação foi confirmada por uma entrevista de Sabih Khan, Chief Operating Officer da Apple ao jornal The Wall Street Journal, e será realizada em parceria com a Flex, uma prestadora de serviços de fabrico global com a qual a Apple já colabora há vários anos. Esta empresa será responsável pela gestão das instalações da nova fábrica no Texas dedicadas a este novo projeto de hardware. O espaço em causa é um armazém gigantesco da Foxconn, de 20 mil metros quadrados na zona norte de Houston, que será convertido numa linha de montagem para o novo Mac Mini.
Esta iniciativa não é totalmente inédita para a marca de Cupertino, que já transferiu a linha de montagem do Mac Pro para Austin, também no Texas, numa fábrica criada para o efeito desde 2013. No entanto, a inclusão do Mac Mini na lista de produtos fabricados em solo americano representa uma expansão notável da iniciativa de produção doméstica. Porém, convém relembrar que o Mac Mini tem um peso residual no total da faturação da marca, representando menos de 5% do total das vendas de computadores Mac, e menos de 1% no total de faturação da marca.
Este novo projeto em Houston irá beneficiar de infraestruturas já existentes e de uma logística simplificada para o mercado norte-americano, permitindo à Apple responder de forma mais ágil às flutuações da procura. Além dos benefícios logísticos, a escolha de Houston reflete as preocupações estratégicas com as tarifas comerciais e a instabilidade nas relações entre Washington e Pequim.
Ao localizar a produção de um dos seus computadores mais populares na região do Texas, a Apple protege-se assim contra eventuais taxas de importação pesadas que poderiam afetar as margens de lucro ou inflacionar o preço final para o consumidor final. Este será mais um passo do anunciado plano de investimento de 500 mil milhões de dólares (424 mil milhões de euros) na deslocação de parte da produção dos seus equipamentos para os Estados Unidos durante os próximos quatro anos.
Juntamente com a linha de produção, a Apple irá também integrar um novo centro de formação para fabrico avançado, com o objetivo de treinar estudantes, fornecedores e outros para algumas das técnicas de fabrico que a marca habitualmente usa. Espera-se que tanto este centro de formação, como a nova linha de montagem entrem em funcionamento ainda antes do final do presente ano, consolidando assim o Estado do Texas como o principal polo de hardware da Apple fora do continente asiático.
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