Como detalhado em comunicado, o contrato garante à INNOSPACE o acesso prioritário a uma plataforma de lançamento e permite que a sua série de foguetões HANBIT seja lançada para órbita a partir dos Açores nos próximos anos.
Não perca nenhuma notícia importante da atualidade de tecnologia e acompanhe tudo em tek.sapo.pt
Esta “família” de veículos espaciais conta com capacidades de carga útil que variam entre os 90 kg e os 1.300 kg. Anteriormente, a empresa já tinha assinado contratos para o acesso a portos espaciais no Brasil e na Austrália, adicionando agora Portugal à sua lista de locais de lançamento preferenciais.
Segundo Bruno Carvalho, Diretor do Atlantic Spaceport Consortium, o contrato “está alinhado com a visão do ASC para um porto espacial aberto”. Já Soojong Kim, fundador e CEO da INNOSPACE, afirma que o acordo representa um “marco significativo para a empresa”, estabelecendo o primeiro local de lançamento na Europa e expandindo a sua rede global de lançamentos.
“Aproveitando as vantagens geográficas e operacionais de um porto espacial insular, esta parceria aumenta a nossa independência na gestão do espaço aéreo e das zonas marítimas de lançamento”, realça o responsável, acrescentando que a mesma reforça também a capacidade de escalabilidade da empresa para apoiar missões personalizadas.
Soojong Kim avança que o acordo vai além do acesso ao local de lançamento, numa parceria estratégica que contempla a fase de desenvolvimento de infraestrutura. Por esse motivo, a empresa espera avançar com o seu primeiro lançamento comercial no quarto trimestre deste ano.
Para Ricardo Conde, Presidente da Agência Espacial Portuguesa, “a decisão da INNOSPACE de lançar a partir de Santa Maria é um forte sinal de confiança internacional nas ambições espaciais de Portugal”.
Na visão do responsável, o acordo vai ajudar a “acelerar o caminho para serviços de lançamento orbital seguros, sustentáveis e regulamentados a partir dos Açores, criando oportunidades para atividades de elevado valor na região”.
O contrato é válido até 2030, com a INNOSPACE e o Atlantic Spaceport Consortium a preparar um primeiro voo orbital a partir de Santa Maria no final de 2026, além de lançamentos orbitais regulares da "família" de foguetões HANBIT nos anos seguintes.
Recorde-se que, em agosto do ano passado, foi concedida a primeira licença em Portugal para operar um centro de lançamento, autorizando o Atlantic Spaceport Consortium a operar o Centro de Lançamento de Malbusca, em Santa Maria.
Ainda estão a ser dados os primeiros passos rumo ao futuro porto espacial em Santa Maria, mas, a partir dele, o ASC já conseguiu lançar os primeiros foguetões atmosféricos Gama com recurso a plataformas móveis, tendo atingido altitudes a rondar os 5 km.
Depois dos primeiros lançamentos de rockets atmosféricos vão seguir-se os de foguetões suborbitais. Mais tarde, o objetivo passa por avançar para os lançamentos orbitais, que requerem estruturas físicas mais complexas.
Em novembro do ano passado, a Agência Espacial Europeia e a Agência Espacial Portuguesa assinaram também um acordo que prevê um investimento de 15 milhões no futuro Centro Tecnológico Espacial de Santa Maria, que, em 2028, vai acolher o primeiro voo do Space Rider em 2028.
Assine a newsletter do TEK Notícias e receba todos os dias as principais notícias de tecnologia na sua caixa de correio.
Em destaque
-
Multimédia
Conheça os 20 smartphones mais populares de 2025 e os que se destacam pela duração da bateria -
App do dia
diVine recupera vídeos antigos do Vine e a magia dos loops de 6 segundos -
Site do dia
Easy Tasks transforma links, vídeos e notas online em tarefas organizadas num só local -
How to TEK
Como “apagar” a memória do Copilot com os novos controlos de privacidade?
Comentários