A vida na Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) está longe de ser umas “férias”. Os astronautas que a têm vindo a habitar dedicam-se a um vasto conjunto de atividades, entre experiências científicas e operações de reparação dos elementos tecnológicos que compõem a ISS.

Ainda nesta semana, os astronautas norte-americanos Thomas Marshburn e Kayla Barron foram as estrelas da mais recente caminhada espacial, numa operação de reparação de uma das antenas da ISS. Para Thomas Marshburn esta foi a sua quinta caminhada espacial, ao longo de três missões em que participou desde 2009. Já para Kayla Barron esta foi uma estreia.

É certo que reparar uma antena não é uma tarefa propriamente simples: agora, imagine-se fazê-lo a 408 quilómetros de distância da Terra. O duo de astronautas teve a oportunidade de praticar os procedimentos necessários antes de partirem para o Espaço, no Neutral Buoyancy Laboratory da NASA, onde também estão a ser postos à prova os fatos que serão usados na missão lunar Artemis.

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A operação de reparação durou seis horas e 32 minutos e que pode ser revista através do canal de YouTube da NASA, com os astronautas a substituírem a antena antiga por uma nova que, de acordo com a NASA, melhorará significativamente as comunicações entre a ISS e a Terra.

A agência espacial norte-americana indica que, ao todo, os membros que compõem a tripulação já passaram um total de 64 dias, 12 horas e 26 minutos a trabalhar no exterior da Estação, conduzindo 245 caminhadas espaciais para mantê-la sempre em forma.

Aventuras “picantes”… com malaguetas espaciais

Além das caminhadas espaciais, as experiências científicas fazem parte do dia-a-dia na Estação Espacial Internacional. Recentemente, os astronautas conseguiram conluir aquela que é considerada pela NASA como uma das mais longas experiências relacionadas com o cultivo de plantas no Espaço. 137 dias depois de ter sido iniciada, a experiência Plant Habitat-04 (PH-04), chegou ao fim com a recolha de 26 malaguetas.

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Como explica a NASA, em junho, chegou à ISS uma “encomenda” com 48 sementes de pimentos. Os membros da anterior Expedition 65 trataram de iniciar o processo de cultivo, tudo num espaço com uma dimensão semelhante à de um micro-ondas.

Para lá da atenção dada às plantas por parte da tripulação, os pimentos também estiveram sobre o olho atento dos especialistas na Terra, que monitorizaram as condições de cultivo. Ao longo de várias semanas, as plantas começaram a florescer.

Depois de um processo de polinização, as plantas continuaram a crescer até finalmente darem frutos, que foram colhidos e aproveitados para fazer molho picante, o acompanhamento ideal para tacos espaciais, que, tal como tinham revelado os astronautas da Expedition 65, são uma refeição que precisa de um utensilio especial para não "fugir". Além disso, foram também preparadas 12 amostras de malaguetas para regressarem à Terra

Desde 2018 que o Advanced Plant Habitat instalado na ISS tem vindo a ser palco para um vasto conjunto de experiências de cultivo de plantas fazendo companhia a outro habitat, o Vegetable Production System, incluindo de alfaces espaciais. Entre as culturas plantadas no Espaço encontram-se ainda couve, flores e rabanetes.

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