A tecnológica de Cupertino pode juntar-se à "corrida" dos wearables com inteligência artificial (IA), num mercado onde empresas como a Humane já tentaram consolidar este tipo de produto, mas acabaram por falhar. De acordo com informação avançada pelo jornal The Information, o dispositivo apresenta um design circular e plano, com uma estrutura em alumínio e vidro.
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O pin vai incluir duas câmaras na face frontal (uma principal e uma ultra grande angular), destinadas a captar fotografias e vídeos do ambiente envolvente do utilizador. Terá ainda três microfones para captar sons no espaço circundante, uma coluna, um botão físico numa das extremidades e uma interface de carregamento por indução magnética na parte traseira, semelhante à do Apple Watch. Este deverá ter dimensões equivalentes às de uma AirTag, apenas ligeiramente mais espesso.
Ao que tudo indica, a Apple estará a acelerar o desenvolvimento deste wearable numa tentativa de competir com a OpenAI, que planeia lançar o seu primeiro dispositivo vestível ainda em 2026. No entanto, permanece por esclarecer se o pin da Apple funcionará de forma independente ou em conjunto com outros produtos do ecossistema da marca, como os AirPods ou os óculos inteligentes que a empresa poderá lançar, segundo os vários rumores que circulam na internet.
O projeto surge num momento em que a Apple reformula a sua estratégia de inteligência artificial, depois de anos de dificuldades em cumprir as promessas feitas durante a WWDC 2024. A saída recente de John Giannandrea, responsável pela área de IA da empresa, e a parceria anunciada com a Google para utilizar o Gemini como base para a nova Siri são exemplos desta mudança de rumo.
Naturalmente que o sucesso de um eventual pin com IA da Apple não está garantido, até porque o mercado dos wearables com IA tem-se revelado mais difícil que o esperado. A Humane, startup fundada por dois ex-colaboradores da Apple, enfrentou grandes dificuldades em 2024 com o seu AI Pin, tendo vendido menos de 10.000 unidades. Partes da empresa acabaram por ser vendidas à HP por 116 milhões de dólares.
O dispositivo da Humane, que projetava uma interface na palma da mão do utilizador através de um pequeno projetor, foi criticado pela lentidão nas respostas e pela fraca autonomia da bateria. Todas estas incertezas poderão levar a que o desenvolvimento do pin da Apple acabe por ser cancelado antes mesmo de passar da fase inicial onde se encontra.
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