Segundo dados da Blockchain.com, o fornecimento total de Bitcoins é limitado, sendo o seu protocolo estabelecido em 21 milhões de unidades como recompensa da sua mineração. Esse fornecimento total encontra-se a diminuir ao longo do tempo, porque desde que criada, há quase 13 anos (janeiro de 2009) foram minerados 18,898 milhões de Bitcoins, ou seja quase 90% da produção possível, como pode ver no gráfico disponibilizado pela Blockchain.com.

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No entanto, estes 10% podem ser mais difíceis de minerar e pode demorar um século até que o processo esteja feito. É explicado que a recompensa Bitcoin é dividida por 2 a cada 210 mil blocos, processo que demora aproximadamente quatro anos.

A Blockchain.com estima que alguns dos Bitcoins em circulação estejam "perdidos" para sempre ou que não possam ser gastos, devido a situações em que os seus titulares perdem as palavras-passe, em que os endereços para a saída estejam errados. E o número de Bitcoins em circulação é calculado a partir da recompensa teórica, que foi definida pelo protocolo Bitcoin.

Estima-se que cerca de 3,7 milhões de Bitcoins estejam “perdidos”, segundo a especialista de análise de criptomoeda Chainalysis, que acrescenta aos motivos apresentados pela Blockchain.com as chaves privadas serem perdidas, mas também a morte dos titulares. Somado a isso, 1 milhão de Bitcoins ainda está na posse do criador da criptomoeda, Satoshi Nakamoto, que amealhou esse valor nos primórdios do seu lançamento.

Os cálculos feitos pela Coindesk indicam que os restantes 10% das Bitcoins por minerar vão demorar até fevereiro de 2140 para serem mineradas. Os cálculos baseiam-se nos dados dos últimos 12 anos, pela divisão da moeda a cada quatro anos (quando atinge os 210 mil blocos).

No trabalho de mineração, os mineiros são recompensados em 6,25 Bitcoins por cada bloco extraído, prevendo-se que a próxima divisão seja feita em 2024, altura em que são distribuídos os valores aos mineiros. Na dobragem seguinte, esse valor passa a metade 3,125, depois de 2024, e assim sucessivamente até à totalidade. O processo irá finalizar quando o total do número de Bitcoin chegar aos 21 milhões. Pelos cálculos dos especialistas, isso vai acontecer por volta de 2140.

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Créditos: Coindesk

Dicas para minerar criptomoedas dadas por um especialista

Esta “meta final” da corrida à mineração de Bitcoin e valorização da criptomoeda tem feito os mineiros adorem todas as medidas possíveis para acelerar o processo de computação. Numa história partilhada pelo Business Insider, o mineiro Idan Abada, que começou a minerar Ethereum em 2015, refere algumas dicas sobre a sua atividade. Entre as dicas, destaca que qualquer placa gráfica, por muito antiga que seja, pode ser útil no processo.

Idan Abada utiliza a sua empresa Bitcoin Merch para vender produtos para a mineração de criptomoedas, tais como computadores preparados para o processo, mas também t-shirts e merchandising. Mais que o dinheiro, o jovem diverte-se a experimentar possíveis soluções que possibilitem a obtenção das preciosas criptomoedas. Para os iniciantes neste universo, recomenda soluções mais baratas, que incluam uma NVidia RTX 3060, que permite minerar Ethereum e outras unidades monetárias. Diz que não recomenda portáteis, por não terem sido desenhadas para minerar, acabando por aquecer, exceto os modelos mais recentes, com melhores sistemas de refrigeração.

Outro aspeto a reter, é que as placas gráficas mais poderosas para o gaming, estão equipadas com sensores que detetam quando são colocadas em trabalhos de mineração. Quando isso acontece, a sua potência é cortada para metade, num ato de dissuadir a sua compra que não para o gaming.

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