
Uma decisão sobre a venda do TikTok, condição essencial para assegurar a permanência da rede social nos Estados Unidos, pode ser tomada já esta quarta-feira. A informação foi avançada pela CBS e a Casa Branca já confirmou. Esta quarta-feira terá lugar uma reunião para apreciar uma proposta final e desbloquear o impasse.
O prazo previsto na ordem presidencial assinada pelo presidente Donald Trump logo que tomou posse, para estender a permanência do TikTok nos Estados Unidos com vista à negociação de propostas que permitissem tirar a rede social da esfera de influência da ByteDance e do governo chinês, termina a 5 de abril.
A confirmação dada à agência Reuters, indica que esta quarta-feira vai acontecer uma reunião no Salão Oval onde estarão também presentes o vice-presidente JD Vance, o secretário de Comércio Howard Lutnick, o conselheiro de segurança nacional Mike Waltz e o diretor de inteligência nacional Tulsi Gabbard, para além de Donald Trump.
Têm surgido informações sobre várias soluções em discussão. A Reuters avançou que a proposta melhor posicionada juntava a Blackstone, um fundo de investimento americano, aos principais acionistas não chineses da ByteDance para tomar conta do negócio. Esses investidores serão a Susquehanna International Group e a General Atlantic. A Blackstone juntar-se-ia a eles com uma participação minoritária.
Esta terça-feira o Financial Times apontava que a Andreessen Horowitz, outro fundo de investimento americano, também continuava em negociações com a ByteDance para assumir o controlo do negócio do TikTok nos Estados Unidos. Estas negociações estarão relacionadas com uma oferta liderada pela Oracle e que envolve outros investidores americanos.
Trump disse no último fim-de-semana que acreditava ainda ser possível ter um desfecho para o caso antes do deadline. Na semana anterior, o chefe da Casa Branca adiantava que havia quatro boas propostas para fazer a rede social usada por mais de 170 milhões de americanos mudar de mãos e poder ficar no país.
Há quase um ano, republicanos e democratas aprovaram uma lei para bloquear os serviços do TikTok nos Estados Unidos, se a rede social não deixasse de ser controlada pela ByteDance e, por inerência, se mantivesse na esfera de influência do Governo chinês. Vários relatórios sustentaram a decisão, com base em indícios de que a plataforma era usada para aceder a dados de americanos e influenciar a opinião pública local.
Foi a segunda vez que a ameaça pairou sobre a ByteDance, dona do TikTok, que na primeira ocasião se mostrou disponível para vender o negócio. Nesta última preferiu recorrer aos tribunais para tentar reverter a decisão, sem sucesso. O prazo para o bloqueio acabou por chegar no final de janeiro e a lei cumpriu-se, mas apenas por pouco mais de um dia, até Donald Trump tomar posse e reverter a decisão.
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