
As novas ZLTs, que vão reforçar a rede nacional gerida pela Agência Nacional de Inovação (ANI), que destaca as novas oportunidades na experimentação de tecnologias inovadoras em ambiente real, mas controlado. A ANI destaca também que as ZLTs beneficiam de um enquadramento legal mais flexível, o que permite facilitar a investigação, teste e validação de novas soluções tecnológicas.
De acordo com a informação presente nas portarias publicadas em Diário da República, a Universidade de Aveiro será responsável por uma ZLT dedicada à mobilidade autónoma, conectividade e inteligência artificial, que aproveitará também as sinergias com centros de investigação da região.
Já em Viana do Castelo, a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) vai liderar uma ZLT focada na energia renovável offshore, com vista à criação de condições para o desenvolvimento de soluções inovadoras no setor, avança a ANI.
Na portaria acerca da ZLT de Viana do Castelo é detalhado que o objetivo passa por "contribuir para afirmar Portugal como uma referência no desenvolvimento, teste e experimentação de tecnologias associadas a energia elétrica renovável produzida em ambiente oceânico", assim como para a "produção de conhecimento sobre a sua interação com o ambiente, biodiversidade e atividades económicas colocalizadas".
A ZLT tenciona também contribuir para os objetivos do Plano Nacional de Energia e Clima 2030, da Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 e da Estratégia Industrial para as Energias Renováveis Oceânicas.
Além de ter em vista o desenvolvimento de um cluster de inovação associado à produção de eletricidade offshore, a ZLT de Viana do Castelo tenciona promover a aceleração da transição de produtos e serviços para o mercado; fomentar a capacidade de inovação e internacionalização das empresas e startups portuguesas, estimulando o ecossistema empreendedor; atrair projetos europeus e internacionais e captar investimento, empreendedores e talento.
Em comunicado, a Universidade de Aveiro (UA) detalha que o processo de constituição da ZLT começou há mais de dois anos, envolvendo reuniões com entidades reguladoras como a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).
De acordo com a instituição, a ZLT-Aveiro conta com um território de intervenção alargado, abrangendo parte dos municípios de Aveiro e Ílhavo, combinando diferentes características geográficas e infraestruturas estratégicas, numa diversidade que "permite criar um ecossistema único para a experimentação e validação tecnológica", afirma João Veloso, Vice-reitor para a Cooperação Universidade-Sociedade.
"A UA mantém uma relação estreita com o setor empresarial, estando envolvida em cerca de 200 projetos de I&D com empresas", avança o responsável. João Veloso avança que a ZLT-Aveiro "criará novas oportunidades de colaboração com empresas de base tecnológica avançada, permitindo à Universidade responder a desafios científicos e tecnológicos de ponta", mas também "utilizar a ZLT como ambiente de experimentação e teste para validar os resultados das suas investigações".
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