A Internet Watch Foundation (IWF) é uma instituição de caridade do Reino Unido, com a missão de proteger as crianças que sofrem de abusos sexuais, procurando e removendo os conteúdos online. A instituição anunciou que a sua base de dados alcançou um milhão de entradas. Estas imagens, que pertencem a uma base de dados governamental, são catalogadas com uma impressão digital, que a empresa denominou de Hashes.

Estas Hashes pretendem ajudar as empresas e as forças policiais a encontrarem mais facilmente as cópias dessas imagens. E dessa forma, evitar que as mesmas sejam novamente partilhadas pela internet, sendo assim uma ferramenta essencial de prevenção. As imagens contêm algum conteúdo extremo, conhecidos como material de categoria A e B.

Segundo a IWF, as Hashes são códigos de identificação, produzidos por um algoritmo, que atuam como uma impressão digital para cada imagem ou vídeo. Esta ferramenta facilita a procura de material nos sistemas das empresas. O sistema faz a comparação entre imagens, detetando aquelas que foram cadastradas na base de dados e bloqueando-as. A IWF afirma que mesmo que uma imagem seja redimensionada cortada ou mesmo com cores alteradas pode manter o seu Hash. Mas as imagens encriptadas não podem ser identificadas neste formato.

No website oficial, a instituição diz que a lista contém um catálogo especial de códigos que são atualizados diariamente e verificados manualmente por analistas especializados. “Cada Hash é completamente única. É um tipo de impressão digital, um rótulo que identifica uma imagem de um abuso sexual a uma criança que foi confirmado. Cada imagem criminosa tem o seu próprio Hash individual”, diz a IWF.

Depois de ser processada, as Hashes podem ser reconhecidas rapidamente, além do seu sistema a poder bloquear milhares de imagens de voltarem a ser submetidas para a internet. “Ao usar a nossa lista, as empresas tecnológicas podem impedir que os criminosos façam o upload, download, vejam, partilhem ou guardem as imagens e vídeos assinalados com abusos sexuais a crianças”.

As Hashes criam ainda metadados referentes à explicação da natureza exata dos abusos a crianças, de forma a acelerar as ações policiais. As imagens analisadas chegam através de denúncias feitas pelos canais da instituição, além dos analistas da IWF perseguirem ativamente imagens de abuso online, dizendo que são a única linha de apoio a fazê-lo.

Numa declaração à BBC, a IWF disse que a natureza do material é tão delicada que os analistas apenas têm permissão para trabalhar em turnos de quatro horas, são obrigados a pausas regulares, assim como o acesso a suporte e aconselhamento psicológico.

Em 2021, a instituição ajudou a remover 252 mil páginas da internet contendo material ligado a abusos sexuais a crianças, um registo histórico.

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