A Google acaba de anunciar uma atualização no seu ecossistema de inteligência artificial (IA) com o lançamento do modo Deep Think do modelo Gemini 3. Esta nova iteração foi especificamente desenhada para enfrentar os desafios mais rigorosos no campo da ciência, da investigação académica e da engenharia moderna, onde os dados são frequentemente incompletos ou a solução não é óbvia.

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Ao contrário dos modelos de conversação tradicionais, o Deep Think foca-se num processo deliberativo de raciocínio que permite à máquina navegar por problemas técnicos de elevada complexidade, funcionando como um parceiro cognitivo para especialistas que operam na fronteira do conhecimento humano.

Os resultados práticos desta tecnologia já se fazem sentir em instituições de prestígio, como a Universidade de Rutgers, onde o modelo conseguiu identificar falhas lógicas subtis num artigo de matemática avançada que tinham passado despercebidas em processos de revisão humana.

Gemini 3 Deep Think
Gemini 3 Deep Think

Da mesma forma, no Laboratório Wang da Universidade de Duke, o Gemini 3 Deep Think foi fundamental para otimizar métodos de fabricação de cristais para semicondutores, alcançando metas de precisão que as abordagens anteriores não conseguiam atingir.

Esta capacidade de transformar esboços conceptuais em modelos tridimensionais prontos para impressão ou de gerar código para simular sistemas físicos complexos demonstra que o Deep Think é muito mais do que um simples assistente de texto, sendo um motor de execução técnica.

Gemini 3 Deep Think
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A nível de desempenho académico, o impacto é igualmente impressionante, com o Gemini 3 a alcançar níveis de medalha de ouro nas Olimpíadas Internacionais de Matemática, Física e Química de 2025. O modelo estabeleceu novos recordes em testes de referência como o “ARC-AGI-2” com 84,6% de pontuação, e o “Humanity's Last Exam” com 48,4% sem recurso a ferramentas e 53,4% usando a pesquisa e o código de execução, demonstrando uma sofisticação algorítmica que se aproxima do pensamento humano em termos de rigor e criatividade científica.

Disponível agora em exclusivo para subscritores do plano Google AI Ultra, este modo está igualmente acessível, via acesso antecipado por API para alguns utilizadores como investigadores, engenheiros e empresas, que demonstraram interesse através do preenchimento de um formulário próprio para o efeito (disponível aqui).

Este modo marca o início de uma era onde a inteligência artificial não se limita a processar informação, mas passa a colaborar ativamente na descoberta de novas soluções para alguns dos problemas científicos mais difíceis.

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