A Indra anunciou que reforçou a sua posição no setor da defesa na Europa, assegurando a sua participação em sete grandes projetos promovidos pela União Europeia que têm como objetivo fortalecer a “soberania tecnológica, superioridade e segurança dos Estados-membros”.
Em comunicado, a empresa portuguesa explica que os novos contratos fazem parte do segundo concurso do European Defence Industrial Development Programme (EDIDP). Os projetos têm um orçamento de 72 milhões de euros, que financiará o trabalho dos consórcios que a Indra integra. A Indra eleva agora para 19 o número de contratos do Fundo Europeu de Defesa em que participa.
Os novos contratos darão à empresa a possibilidade de reforçar as suas capacidades em áreas estratégicas, incluindo comando e controlo, defesa eletrónica, sistemas espaciais e de radares, assim como soluções de neutralização de drones, abrindo a porta ao desenvolvimento de tecnologias de Inteligência Artificial, algoritmos avançados, sensores eficientes para plataformas militares.
De acordo com a Indra, a maioria dos projetos onde participa vão ter continuidade no quadro da Cooperação Estruturada Permanente (CEP). Assim, os Estados-Membros poderão adquirir a tecnologia desenvolvida e transferi-la para os seus sistemas e plataformas.
Entre os projetos do EDIDP onde a empresa participa destacam-se, por exemplo, o JEY-CUAS (Joint European sYstem for Countering Unmanned Aerial Systems), que foi concebido para desenvolver capacidades de “deteção, classificação, seguimento e identificação e/ou neutralização de micro e mini-drones utilizados para fins militares”, contribuindo para neutralizar as ameaças aéreas.
Já os projetos INTEGRAL (Innovative and iNteroperable Technologies for spacE Global Recognition and Alert), ODIN’S EYE (multinatiOnal Development INitiative for a Space-based missilE earlY-warning architecturE) e SAURON (Sensors for Advanced Usage & Reconnaissance of Outerspace situation) enquadram-se no desenvolvimento de sistemas SSA (Space Situational Awareness) e de capacidades de deteção precoce.
O projeto FAMOUS (European Future Highly Mobile Augmented Armoured Systems) prevê o desenvolvimento da próxima geração de plataformas blindadas. Por fim, os projetos CARMENTA (Future European Self Protection System for Fixed Wing and Rotary Wing) e MUSHER (Development of a generic European Manned unManned Teaming system) centram-se na melhoria das capacidades de combate aéreo.
A Indra afirma também que já está a trabalhar em resposta ao próximo concurso do Fundo Europeu de Defesa, que contará com um orçamento de 1,2 mil milhões de euros.
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