Durante anos, o mundo dos simuladores de futebol foi dominado por dois grandes títulos, o FIFA da Electronic Arts, e o Pro Evolution Soccer da Konami. Se este último acabou por seguir um caminho distinto, o primeiro parecia reunir todos os ingredientes para continuar a ser o sucesso que tinha sido até então.
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Porém, em 2023, a organização mundial do desporto rei e a Electronic Arts puseram fim a uma parceria de três décadas, tendo Gianni Infantino, presidente da federação internacional, sido categórico ao afirmar que o futuro videojogo com a chancela da organização seria o melhor do mercado, assegurando que o nome FIFA permaneceria como o único selo de qualidade autêntico para os adeptos.
Contudo, após um longo hiato em que a EA Sports se consolidou com o seu próprio título, o EA Sports FC, a resposta da FIFA, que só foi anunciada ontem, surge não só tarde como com um contorno inesperado, ao ser um exclusivo da Netflix.
Com lançamento previsto para coincidir com o Campeonato do Mundo de 2026, este regresso aos relvados virtuais será conduzido pela Delphi Interactive, um estúdio que, apesar de estar a colaborar em projetos de grande escala como o novo título de James Bond, ainda não lançou um jogo de forma independente. A estratégia marca um desvio acentuado em relação aos simuladores tradicionais de consola e PC que definiram a marca durante décadas.
O foco agora será a experiência móvel, permitindo que os subscritores da Netflix joguem através de dispositivos iOS e Android, ou mesmo em televisões selecionadas utilizando o smartphone como comando. Esta abordagem democratiza o acesso, mas levanta questões pertinentes sobre se este modelo conseguirá rivalizar com a profundidade técnica e gráfica que Gianni Infantino prometeu quando garantiu que a FIFA não perderia a liderança do setor para a concorrência.
A transição para a Netflix ocorre num momento em que a marca EA Sports FC provou ser resiliente, mantendo a liderança de vendas em vários mercados europeus, mesmo após abdicar do nome histórico. Para a FIFA, a parceria com a gigante do streaming representa um passo histórico na sua estratégia digital, visando atingir uma audiência global de milhões de utilizadores que já pagam a subscrição da plataforma.
No entanto, a reação inicial da comunidade de jogadores tem sido marcada por algum cepticismo. Muitos adeptos questionam se um jogo focado primordialmente no mercado mobile e na cloud poderá alguma vez cumprir a promessa de ser o melhor simulador de futebol do mundo, ou se a FIFA está simplesmente a tentar recuperar o tempo perdido num formato que privilegia a acessibilidade em detrimento da simulação pura.
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