A startup britânica SPhotonix, nascida a partir de uma investigação da Universidade de Southampton, anunciou ter atingido um marco crucial no desenvolvimento da sua revolucionária tecnologia de armazenamento em vidro de sílica fundida, apelidada de "Cristal de Memória 5D".
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Esta inovação representa uma nova abordagem ao conceito de armazenamento a frio (cold data), que se destina a arquivos que precisam de ser guardados durante décadas, ou até séculos.
O conceito é impressionante, com a empresa britânica a afirmar que um único disco de vidro de cinco polegadas tem a capacidade de armazenar até 360 terabytes (TB), e que o mesmo pode manter a integridade dos dados por um período de 13,8 mil milhões de anos, o que equivale, sensivelmente, à idade estimada do universo.
A proeza é conseguida através de um laser de femtosegundo que codifica a informação em estruturas nanométricas dentro do vidro. O nome 5D deriva do facto de os dados serem guardados não apenas nas três coordenadas espaciais (x, y, z), mas também na orientação e intensidade destas nanoestruturas, sendo lidas posteriormente por uma luz polarizada.
Embora as velocidades de escrita e leitura nos protótipos atuais (cerca de 4 MB/s e 30 MB/s, respetivamente) ainda estejam muito abaixo do que é possível com sistemas de arquivo convencionais, a SPhotonix já traçou um roteiro ambicioso para alcançar velocidades de 500 MB/s nos próximos três a quatro anos.
Com um financiamento de 4,5 milhões de dólares (aprox. 3.8 milhões de euros) já garantido, a SPhotonix planeia iniciar os testes-piloto em centros de dados durante os próximos dois anos, numa fase de validação em ambiente operacional. A grande vantagem desta tecnologia reside na sua longevidade e resistência, já que os dados ficam armazenados num local isolado (no interior do cristal), e não exige energia para a retenção da informação.
Esta abordagem posiciona-a como uma alternativa duradoura e competitiva no mercado do armazenamento a frio, onde já existem gigantes como a Microsoft com o seu Project Silica, que também explora o uso de vidro para guardar a memória da humanidade.
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