A funcionalidade foi desenvolvida em parceria com a Click Therapeutics e representa uma mudança significativa na forma como os wearables podem ajudar na gestão de condições de saúde crónicas. Segundo a Ultrahuman, esta é a primeira vez que ferramentas de gestão de enxaquecas baseadas em biomarcadores ficam disponíveis diretamente através de um ecossistema wearable.
Não perca nenhuma notícia importante da atualidade de tecnologia e acompanhe tudo em tek.sapo.pt
O Migraine PowerPlug analisa dados biométricos recolhidos continuamente pelos sensores do seu anel inteligente Ring Air, incluindo a qualidade do sono, variabilidade da frequência cardíaca (HRV), níveis de stress, atividade física e padrões de movimento. O sistema procura desvios nestes indicadores que possam correlacionar-se com os fatores desencadeantes específicos de enxaquecas de cada utilizador.
Ao contrário das abordagens tradicionais que apenas registam quando uma enxaqueca ocorre, esta funcionalidade tenta identificar precursores fisiológicos. Se o sistema detectar uma combinação de fatores de alto risco, como a baixa recuperação e picos de stress, envia um alerta ao utilizador acompanhado de recomendações personalizadas de prevenção. A tecnologia baseia-se em investigação científica que demonstra que precursores como a redução da HRV ou elevação de hormonas de stress frequentemente antecedem as crises.
Para além da detecção precoce, o sistema oferece orientações práticas baseadas nos padrões identificados de cada utilizador, podendo sugerir metas de movimento, planos de sono mais consistentes e recomendações personalizadas de hidratação. A funcionalidade também estabelece correlações entre dados pessoais e fatores ambientais, como mudanças meteorológicas ou hábitos alimentares.
Clique nas imagens para ver em destaque
A Ultrahuman destaca que as enxaquecas afetam entre 15% a 20% da população mundial, sendo que as mulheres sofrem de enxaquecas a uma taxa quase três vezes superior à dos homens. Cerca de 60% das mulheres com enxaquecas reportam crises relacionadas com o período menstrual, tornando o rastreamento de padrões hormonais particularmente relevante.
A estratégia da Ultrahuman difere de concorrentes como a Oura ou a Samsung ao não sobrecarregar a aplicação principal com funcionalidades que a maioria dos utilizadores não usa. Em vez disso, a empresa criou uma "loja" de PowerPlugs onde os utilizadores podem instalar apenas as funcionalidades de que necessitam para o seu Ring Air. Para além do Migraine PowerPlug, a Ultrahuman disponibiliza outras ferramentas modulares como o Respiratory PowerPlug, que utiliza inteligência artificial para detectar ronco e tosse durante o sono.
A parceria com a Click Therapeutics traz credibilidade à solução, uma vez que a empresa possui autorizações da FDA para terapêuticas digitais. No entanto, a Ultrahuman deixa claro que o Migraine PowerPlug é posicionado como uma ferramenta de bem-estar e educação, não sendo um dispositivo médico destinado a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir doenças. A precisão depende da consistência da introdução de dados pelo utilizador e da qualidade das informações recolhidas.
O Migraine PowerPlug será lançado como um add-on ainda durante o início de 2026, para os seus principais mercados, ou seja, os Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, União Europeia, Índia e Austrália. Embora a Ultrahuman não tenha confirmado o preço, espera-se que seja um extra pago, semelhante aos restantes PowerPlugs premium.
Assine a newsletter do TEK Notícias e receba todos os dias as principais notícias de tecnologia na sua caixa de correio.
Em destaque
-
Multimédia
SMART Play: LEGO quer dar mais vida às construções com blocos “inteligentes” -
App do dia
Bloop: a plataforma portuguesa que junta compras e redes sociais num só lugar -
Site do dia
Tenha acesso a todos os assistentes de IA num só local com o ChatLLM Teams -
How to TEK
Como tirar partido do Wi-Fi 7 no Windows 11 para acelerar a ligação à Internet?
Comentários