No final de junho a NASA enviou para a Lua um pequeno satélite, em forma de cubo e do tamanho de um micro-ondas, com um peso de 25 quilos. Com o nome CAPSTONE (Cislunar Autonomous Positioning System Technology Operations and Navigation Experiment), a primeira fase, depois do seu lançamento para o espaço no foguetão da Rocket Lab, era completar seis dias de órbita da Terra, de forma a ganhar velocidade suficiente para então seguir a sua viagem em direção à Lua.

Nos últimos dias, os motores Photon dispararam sete vezes, em momentos-chave da órbita, de forma a atingir o ponto mais alto, a cerca de 1,3 milhões de quilómetros da Terra, antes de continuar a viagem. A primeira fase foi assim completada com sucesso e segundo a NASA, a sua viagem será lenta, prevendo-se a chegada à Lua no dia 13 de novembro. O objetivo da agência espacial norte-americana é colocar a CAPSTONE numa órbita quase retilínea em torno da Lua (Near Rectilinear Halo Orbit). Esta será a primeira vez a tentar-se esta órbita no espaço lunar, que servirá como ensaio para futuras missões lunares.

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O CAPSTONE vai servir de explorador para a futura Gateway, a estação espacial que vai orbitar a Lua, como parte do programa Artemis que marcará o regresso do Homem ao satélite natural. A NASA diz que o CAPSTONE vai ajudar a reduzir o risco de futuras naves ao validar tecnologias de navegação inovadoras. Também vai verificar a dinâmica da sua órbita, que será a mesma a ser utilizada pelos astronautas. A Gateway vai funcionar como base de operações dos astronautas e como laboratório espacial, prevendo-se um lançamento a partir de 2024.

Espera-se que a missão Artemis 1 seja lançada na janela entre o dia 23 de agosto e 6 de setembro. Este primeiro módulo será não tripulado, servindo como ensaio à viagem até à Lua, em que vai ser estudado o impacto no corpo humano.

O trajeto do CAPSTONE pode ser acompanhado em tempo real, num mapa 3D disponibilizado pela agência espacial. A fase final da viagem do CAPSTONE será garantida com o seu próprio sistema de propulsão, juntamente com a gravidade do Sol até à Lua. O uso da gravidade vai permitir reduzir drasticamente o consumo de combustível do pequeno aparelho.

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