
A 15 de fevereiro de 2013, um asteroide entrou na atmosfera terrestre, explodindo no ar, com uma capacidade de libertação de energia com 20 a 30 vezes mais potentes que as primeiras bombas atómicas. Conhecido como asteroide Chelyabinsk, pela região russa afetada, a rocha com 20 metros e a uma velocidade de 18 km/s, acabou por danificar cerca de 7 mil edifícios, causou ferimentos a mais de mil pessoas pelo seu calor resultante. E a sua onda de choque partiu vidros a mais de 93 quilómetros de distância.
Este é um exemplo de um asteroide que não foi possível detetar, devido à sua trajetória em direção ao planeta na mesma direção que os raios solares. É este tipo de fenómenos que a ESA pretende reforçar a vigilância com a missão NEOMIR, servindo como um primeiro alarme para situações de emergência de evacuação dos locais onde possa ocorrer choques com asteroides de dimensões reduzidas, mas igualmente perigosos como o Chelyabinsk.
A missão vai concentrar-se na deteção de asteroides mais próximos do Sol, mais difíceis de serem vistos devido ao brilho do sol que “cega” as observações a partir da Terra. Este vai situar-se no primeiro Ponto Lagrange entre o Sol e a Terra, mantendo-se na mesma posição relativa aos dois. Desta forma, a ESA diz que o telescópio vai manter uma visão constante dos asteroides que possam deslocar-se para a Terra na mesma direção do Sol.
O telescópio da missão NEOMIR vai ficar fora da destorção da atmosfera Terrestre, monitorizando o anel de asteroides em torno do Sol, através de luz de infravermelhos. Qualquer rocha que seja potencialmente perigosa para a Terra será detetada. O NEOMIR vai detetar também o calor emitido pelos asteroides. Segundo a ESA, qualquer asteroide com 20 metros ou mais em direção à Terra serão detetados com pelo menos três semanas de antecipação. E no pior cenário, que seja detetado perto do telescópio, consegue-se um mínimo de três dias de alerta.

A missão NEOMIR está a ser planeada para ser lançada em 2030, através de um foguetão Ariane 6-2. Esta está em fase de estudo e requer um telescópio com meio metro com dois canais de infravermelhos. As tecnologias de deteção ainda estão a ser desenvolvidas.
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