A Estação Espacial Internacional alcançou um novo recorde de altitude, orbitando agora o planeta a 422 quilómetros acima da superfície terrestre. A manobra foi executada pela cápsula Dragon da SpaceX, que utilizou os seus propulsores para elevar suavemente a estação orbital. Este tipo de operação, conhecida como reboost, é essencial para manter a ISS numa órbita segura, uma vez que o arrasto atmosférico causa perda gradual de altitude.
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A estação pode utilizar qualquer uma das naves acopladas para ajustar a sua órbita. O processo é realizado através do acionamento dos propulsores durante vários minutos. Sem o procedimento de reboost, que ocorre cerca de uma vez por mês, a estação acabaria por entrar na atmosfera terrestre, queimando-se no processo. Segundo a NASA, manobras como esta ajudam a estação a manter a sua órbita, contrariando o arrasto atmosférico e mantendo o laboratório perfeitamente posicionado para ciência e operações.
A ISS orbita habitualmente o planeta a cerca de 402 quilómetros de altitude, mas encontra-se agora 20 quilómetros acima desse valor. Apesar de estarem numa altitude mais elevada, a tripulação a bordo não notará diferença nas condições de microgravidade, nem na vista da Terra. O Centro Espacial Johnson da NASA anunciou o novo recorde através da rede social X, sublinhando que a estação "subiu de nível, literalmente", após o reboost realizado na sexta-feira.
Esta não foi a primeira demonstração da capacidade da Dragon para realizar manobras de reboost. A NASA tem vindo a solicitar às naves de reabastecimento norte-americanas, a Dragon da SpaceX e a Cygnus da Northrop Grumman, que realizem demonstrações deste tipo nos últimos anos. A primeira manobra executada por uma Dragon teve lugar em setembro de 2025, durante a missão CRS-33, quando a cápsula elevou a estação em cerca de 1,6 quilómetros no perigeu. O novo kit de propulsão instalado na Dragon ajudará a sustentar a altitude do laboratório orbital através de queimas mais longas planeadas periodicamente.
Segundo a NASA, estas demonstrações são cruciais para a derradeira missão da SpaceX no futuro, a de contribuir para a descida controlada da própria ISS. Em julho de 2024, a SpaceX foi contratada para realizar esta tarefa quando chegar o momento, utilizando uma versão modificada da Dragon. A preocupação aumenta à medida que a Rússia pondera abandonar o consórcio da ISS em 2028, dois anos antes do fim de vida planeado. Se isso acontecer, os parceiros restantes terão de depender da Dragon e da Cygnus para elevar a estação.
Por volta de 2030, a ISS será desativada devido ao seu envelhecimento. Nessa altura, uma vez esvaziada de tripulação e equipamento, uma nave será acoplada e utilizará a sua propulsão para baixar a órbita, permitindo que o arrasto atmosférico a puxe para baixo numa reentrada controlada. Até lá, a capacidade da Dragon para manter a ISS na altitude adequada será fundamental para garantir que o laboratório orbital continua operacional e seguro.
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