
Esta quarta-feira a Nintendo partilhou finalmente todas as novidades sobre a nova consola Switch 2. Confirmaram-se praticamente todos os rumores sobre as funcionalidades, incluindo o misterioso botão C, que sem surpresa significa Chat. O GameChat permite aos utilizadores comunicar com os amigos através de voz ou vídeo, caso tenham ligado a câmara (um dos primeiros acessórios oficiais da consola). Caso tenham a câmara ativa durante as partidas, os avatares das personagens, durante as partidas multijogador, são substituídas pelas reações em direto dos participantes.
A Nintendo não detalhou o hardware da consola, sendo obviamente um upgrade do primeiro modelo. Mas talvez possamos fazer alguma “especulação” de comparação com as suas rivais. Considerando que vai ter jogos exigentes como The Elden Ring e sobretudo Cyberpunk 2077, este último teve grandes dificuldades em correr no hardware da PS4 e Xbox One. Especula-se que a Switch 2 tenha hardware semelhante a pelo menos a PlayStation 4 Pro.
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A nova consola também recebeu um upgrade muito interessante no armazenamento interno. O seu SSD cresceu dos 32 GB para 256 GB, naquele que promete ser um esforço no aumento da capacidade da distribuição digital de jogos. A funcionalidade dos “virtual game cards”, onde se podem emprestar jogos da biblioteca digital a membros da família faz agora maior sentido.
Outra novidade é o aumento da resolução gráfica da consola. No anterior modelo os gráficos não passavam dos 720p em modo portátil, com upscaling de 1080p em dock. A Switch 2 puxa os 1080p do novo ecrã LCD com HDR de 7,9 polegadas a 120 FPS para 4K quando encaixado na base e ligado a uma televisão compatível com esta resolução. Isto significa, como pudemos observar nos jogos, não apenas um grande e bem-vindo aumento de qualidade gráfica, como maior fluidez nas animações.
Mesmo que não esteja ao nível das rivais PS5 e Xbox Series X, nota-se um enorme salto gráfico em relação a uma consola que já estava “datada” em termos de hardware no seu lançamento em 2017. Além da melhoria gráfica, também o som foi melhorado, permitindo uma experiência espacial diretamente da consola, mesmo sem utilizar auscultadores.
E com o hardware atualizado, as editoras responderam afirmativamente com a apresentação de alguns títulos bastante conhecidos, destacando-se além de The Elden Ring e Cyberpunk, outros jogos como Hogwarts Legacy, Street Fighter 6 ou Hogwarts Legacy.
O recém-lançado Split Fiction foi confirmado para a consola no dia de lançamento, aquele que promete ser já um dos melhores títulos do ano. A lista continua com EA Sports FC, Hitman: World of Assassination, Yakuza 0 e o lançamento simultâneo de futuros títulos como o Project 007 e Tony Hawk’s Pro Skater 3+4.
A Nintendo avança igualmente com os jogos produzidos pelos seus estúdios internos, como Mario Kart World, que acompanha a consola e um mês depois Donkey Kong Bananza, entre outros títulos revelados.
Questionado sobre se a nova consola era uma atualização da Switch ou uma consola totalmente renovada, Gonçalo Brito, diretor de marketing da Nintendo Portugal explicou ao SAPO TEK que "tendo em conta que o quão inovadora a primeira Switch foi, acho que não é um upgrade, mas uma consolidação daquilo que foi feito antes, mas à boa maneira da Nintendo, foi criado todo um novo ecossistema, por isso diria que se trata de uma consola nova e diferente, com funcionalidades diferentes, algumas novas, outras evoluídas". Gonçalo Brito destaca o quão revolucionário é o modo rato numa consola, "tendo em conta o feedback, as pessoas estão a gostar imenso e isso para mim é importante porque gosto de jogar com o mouse".
Também já se sabem os preços da consola e dos jogos da Nintendo, num aumento que tem causado algumas polémicas nas comunidades de jogadores. A Switch 2 terá um preço de 469,99, mas pode ser adquirida em bundle com o Mario Kart World por 509,99. Considerando que este jogo vai custar 79,99 euros na versão digital e 89,99 euros em formato físico, há claramente um esforço da Nintendo a “empurrar” os jogadores a comprar o bundle pelo desconto. Na geração anterior a média de preços de jogos da Switch era de 60 euros, havendo um aumento substancial de 20 euros (digital) e 30 euros (físico) face ao novo título.
Mas este poderá ser uma exceção, uma vez que Donkey Konga Bananza estará disponível por 69,99 euros e 79,99 euros, digital e físico respetivamente. Os preços alinham-se com as rivais PS5 e Xbox Series X|S, embora a Nintendo pareça querer cobrar 10 euros a mais quando se opta pela versão física. Mais uma vez, parece uma manobra para “empurrar” os jogadores para o formato digital nesta geração.
Primeiro contacto com a consola e os jogos
A convite da Nintendo, o SAPO TEK participou na digressão de apresentação da consola para experimentar em primeira-mão o novo sistema em Paris, assim como os primeiros jogos disponíveis. A joia da coroa é obviamente Mario Kart World, um jogo de corridas que promete uma evolução impressionante na fórmula da série. Tudo parece familiar, desde os controlos dos veículos, as armadilhas e as personagens participantes do universo Mario. Mas World significa que o jogo dá um salto para um formato de mundo aberto.
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O jogo suporta agora até 24 jogadores na mesma pista, o que significa ainda mais caos que nos títulos anteriores. Os jogadores podem andar a explorar o mapa e a encontrarem-se nas provas. Este cenário aberto serve de lobby onde os jogadores se encontram, estando entretidos até todo do grupo entrar na partida. Depois disso, escolhe-lhe as personagens e é votado uma pista. As corridas a 24 jogadores são frenéticas, com o modo Knockout a eliminar quatro jogadores a cada meta. Cada prova roda quatro mapas, com cenários e armadilhas totalmente diferentes.
Além das melhorias gráficas e fluidez, há novas mecânicas, tais como entrar com o kart para dentro de um camião e controlá-lo. E também novas habilidades para atacar os adversários.
Uma das curiosidades foi perceber com funciona o modo mouse. Diversos jogos em demonstração mostraram esta funcionalidade, com o JoyCon a transformar-se num rato de grande precisão, apresentando uma experiência próxima do PC. O FPS Metroid Prime Beyond demonstra com eficácia como é jogar um jogo de ação na primeira pessoa como num PC.
Outro jogo que tira partido do rato chama-se Drag and Drive, um título que coloca os jogadores em cadeiras de rodas a jogar basquetebol, que na prática parece Rocket League. Cada comando simula uma das rodas, permitindo rodar, derrapar ou travar com eficácia e os movimentos do comando a lançar a bola.
O interessante é que os comandos têm uma nova moldura na extremidade com duas borrachas como ponto de contacto, que deslizam nas superfícies: tanto numa mesa, como numas calças. Para o caso de haver desgaste, este pequeno aro é um acessório que pode ser facilmente substituível, caso necessário. A versão Switch 2 de Mario Party Jamborie, oferece diversos minijogos de manipulação de objetos usando igualmente o modo rato. Um deles transformava o JoyCon num carrinho de corda e fricção, que arrastando para trás simula a mola, tanto na experiência háptica como no som.
Para mostrar as funcionalidades da consola, a Nintendo preparou uma experiência chamada Nintendo Switch 2 Welcome Tour, um centro de atividades que lembra o Astrobot que acompanhou a PS5. É possível explorar uma versão 3D da consola e ativar mini-jogo que mostram cada novidade da consola. Este título tem causado polémica por ser uma experiência paga, mesmo a um preço de 5 euros, mas acaba por ser um tutorial interativo da consola.
Por fim, outro título exclusivo que o SAPO TEK experimentou foi Donkey Kong Bananza, uma aventura 3D em mundo aberto do famoso gorila da Nintendo. O nível da demo mostrar as ações possíveis e a capacidade de destruição do cenário, passando-se numa mina. A personagem pode arrancar rochas e arremessá-las ou fazer surf nas mesmas.
Veja o vídeo
Durante as demonstrações, o SAPO TEK viu ainda correr Cyberpunk, que estava em modo dock a 1080p a 30 FPS, mas o responsável da unidade afirma que o estúdio está a trabalhar para aumentar a fluidez. Ainda assim, o jogo está detalhado e bem próximo daquilo que oferece na nova geração. Alguns comentários referem ainda que a performance está melhor do que no Steam Deck.
Nota de redação: O SAPO TEK viajou para a Nintendo Switch 2 Experience: Paris a convite da marca.
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