Apesar de as impressões digitais dominarem o mercado biométrico, com o reconhecimento facial a ganhar terreno desde o início do ano, o futuro do processo de desbloqueio do seu smartphone poderá passar por uma outra característica biológica. De acordo com um grupo de investigadores, que se tem dedicado a estudar o assunto, o suor poderá ser a chave para proteger o seu telemóvel daqui a alguns anos.
O grupo, da Universidade do Estado de Nova Iorque em Albany, sugere que a monitorização das secreções da pele do utilizador, que possuem um perfil aminoácido único, podem transformar-se numa password biométrica mais segura do que as opções comercializadas atualmente. Segundo Jan Halamek, professor assistente nesta instituição de ensino, "a utilização de suor como elemento identificador não pode ser simulada por outros ou hackada por potenciais intrusos". "É quase à prova de bala", remata o docente em comunicado.
O sistema desenvolvido nos EUA funciona com base num pequeno sensor que é colocado num equipamento, como pode ser o exemplo de um smartphone. Este sensor é responsável por monitorizar os níveis de suor nas mãos do utilizador e por analisar pequenas amostras diretamente das glândulas écrinas, um tipo de glândula sudorípera que existe em abundância nas nossas mãos.
Os resultados dos testes já conduzidos mostram que a concentração e a diversificação dos diferentes componentes presentes no suor são controlados pelas reações biológicas despoletadas pelas nossas hormonas. E uma vez que estas variam de acordo com a idade, raça, sexo e estilo de vida do portador, os investigadores concluíram que não existem duas pessoas com o mesmo perfil aminoácido.
Em adição, o suor pode ainda ser monitorizado ao longo de várias atividades diárias, estabelecendo padrões para cada um dos utilizadores.
Halamek explica ainda que este método foi desenvolvido para corrigir os erros dos métodos de desbloqueio que existem atualmente. As passwords e os pins, por exemplo, podem ser "facilmente" obtidos por terceiros, ao passo que as credenciais biométricas mais comuns também já provaram ter algumas falhas.
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