O Mobile World Congress foi a primeira "vítima" do COVID-19 em 2020, e a poucos dias da data da principal feira de telecomunicações a organização teve de cancelar o evento, com todos os efeitos negativos para expositores e marcas que já tinham feito grandes investimentos. Na altura foi definido que o MWC voltaria em fevereiro de 2021, mas agora a GSMA volta a adiar a data.

A confirmação foi feita hoje e o adiamento vai também acontecer no evento de Shangai.

Inicialmente a GSMA, a associação que organiza o MWC, tinha resistido ao adiamento da edição de 2020, mas a desistência sucessiva das grandes marcas acabou por ditar o cancelamento do evento, poucos dias antes da data marcada, e o SAPO TEK comprovou que onde se esperava um oceano de pessoas havia apenas um deserto.

Depois do MWC muitos outros eventos na área da tecnologia tiveram de ser adiados devido à pandemia da COVID-19, ou mudaram de formato e passaram a realizar-se online. A IFA 2020 foi o primeiro grande evento a avançar com um modelo misto, testando a conferência presencial, mas com um número de participantes muito limitado, que não excedeu as 6.000 pessoas que estiveram fisicamente em Berlim, com o SAPO TEK comprovou, sendo o único meio de comunicação português a marcar presença na feira de eletrónica de consumo.

A GSMA refere as circunstâncias externas relacionadas com a COVID-19 para justificar o adiamento. Espanha tem sido um dos países mais afetados pelo novo coronavírus e os números de infetados e de mortes causadas pela pandemia continuam a crescer.

A nova data do evento em Barcelona foi agora fixada de 28 de junho a 1 de julho de 2021, mas a GSMA vai realizar o MWC 2021 Shanghai de 23 a 25 de fevereiro de 2021, como confirmou Mats Granryd, diretor geral da GSMA.

A organização espera assim conseguir garantir a segurança do evento e dos participantes, mas para além da exposição presencial o MWC 2021 vai também ter uma componente virtual, online, o que já tinha sido adiantado antes.

No início deste ano a PredictHQ estimava que o coronavírus já tinha causado prejuízos de 500 mil milhões de dólares em eventos tecnológicos, incluindo as perdas de fornecedores de viagens de avião, refeições, transportes e alojamento. O cancelamento do Mobile World Congress era então o responsável pelo maior prejuízo, de cerca de 480 milhões de dólares, mas muitos outros eventos já foram entretanto cancelados.

Em Portugal o mesmo está a acontecer e neste último trimestre há várias conferências que passaram a modelo puramente online, ou híbrido. É o caso do Directions da IDC que está marcado para a próxima semana, o Portugal Digital Summit da ACEPI, de 19 a 23 de outubro e o Web Summit, que mudou de data para dezembro.

Nota da Redação: a notícia foi atualizada com mais informação. Última atualização 15h09

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