Ao longo dos seus três anos e meio, a Casa do Impacto tentou posicionar Lisboa como a um dos principais polos europeus para o empreendedorismo de impacto. Hoje reúne mais de 200 empreendedores e mais de 60 startups e 200 projetos apoiados nos vários programas do hub, sejam eles de capacitação, incubação ou mentoria, bem como dois milhões de euros injetados e mais de 200 eventos promovidos. Quis trazer para a economia temas como a diversidade e inclusão, o emprego, a saúde, a educação ou ambiente e continua empenhada nos seus objetivos.

Quando iniciou o seu percurso, em 2018, faltava desenvolver uma rede e um ambiente mais seguro para quem quer realmente empreender numa área que é tão complexa, como esta, considera Inês Sequeira. “Era preciso criar instrumentos e apoios para que estes empreendedores, em potência, pudessem criar soluções de uma forma segura, estável”, referiu a Diretora da Casa do Impacto ao SAPO TEK.

A comunidade “protegida” pela Casa do Impacto é diversa e está focada em fazer o melhor para o planeta e a tentar resolver os seus maiores desafios, alinhada com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas. Enquanto hub que centraliza num único lugar todos os meios e ferramentas para o crescimento sustentável de novos projetos, tem como desafio continuar a crescer e continuar a dar resposta ao maior número de projetos possíveis a nível nacional e internacional.

“Temos de fazer crescer a nossa rede por todo o país e criar as condições para levar estas soluções para fora do universo da Casa do Impacto, seja dentro das empresas como para o sector público”, diz Inês Sequeira.

A também diretora do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa considera que o trabalho do hub e o esforço dos seus empreendedores permitiu dar sentido a um conjunto de ideias e infraestruturas que visam utilizar a inovação e a tecnologia para melhorar serviços e processos públicos e privados, solucionando problemas sociais e ambientais complexos com grande impacto para a sociedade.

“Acreditamos que esta comunidade é pioneira e tem a visão certa de um novo paradigma mais sustentável e de criação de valor para uma sociedade mais justa e inclusiva, pelo que o caminho é continuar a crescer e contaminar positivamente cada vez mais organizações, empresas e investidores”

Agora, é preciso alavancar este potencial e crescer: tanto em número de projetos impactados, como nos parceiros, espaços, financiamento, entre outros, considera a responsável.

Levar inovação de impacto para dentro de organizações e empresas

A Casa do Impacto estabeleceu recentemente um protocolo de parceria com o Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) para a criação de projetos piloto com as startups Speak, <Academia de Código_> e The Minimal Magazine nas áreas da inserção social e diminuição de desigualdades sociais, tecnologias de informação e saúde mental.

Com os três contratos de projetos piloto o objetivo é unir startups a empresas, neste caso a uma entidade pública, para internamente testar soluções inovadoras propostas pelas startups para um desafio específico. Nos termos do protocolo, a Casa do Impacto compromete-se a encontrar sinergias entre o IRN e as startups adequadas para desenvolver soluções para os desafios identificados pelas entidades.

Naquela que é uma estreia neste género de protocolos, a Casa do Impacto diz estar confiante que estes projetos vão ser um bom exemplo do que pode ser construído quando se alia o empreendedorismo e a inovação à esfera pública.

Inês Sequeira explica que projetos piloto desta natureza são uma boa forma do hub que gere dar a conhecer as soluções de negócio da sua comunidade de startups de impacto. “Ao criar relações com empresas corporativas, ou mesmo entidades do estado, alavancamos o impacto ambiental e social criado pelos projetos da Casa do Impacto a uma escala nacional. Grandes organizações, por serem bastante pesadas, hierárquicas e pouco flexíveis têm dificuldade em criar o espaço necessário para que a inovação aconteça, considera a responsável.

No futuro a intenção é chegar a outras entidades e órgãos públicos com mais soluções inovadoras, que todos os dias surgem na comunidade empreendedora.

“As soluções inovadoras que as startups da Casa do Impacto têm podem ser uma forma fácil de trazer inovação para dentro de organizações e empresas”

A diretora da Casa do Impacto diz que o hub pretende manter uma estratégia de continuidade, uma vez que a resolução de problemas sociais e ambientais é um caminho que tem de ser percorrido de forma consistente e sustentável, mas com foco em fazer com que o ecossistema seja mais forte a nível nacional e não uma realidade exclusiva à cidade de Lisboa.

“Tal como no início da Casa do Impacto, estamos focados numa maior articulação entre os vários intervenientes, desta feita a nível nacional, promovendo este tipo de iniciativas como com o IRN, permitindo que a inovação social e ambiental tenha um papel cada vez mais prioritário nas organizações e nas políticas públicas”.

As parcerias internacionais são igualmente uma aposta, para que os projetos de impacto do hub tenham a possibilidade de crescer igualmente lá fora. “Acreditamos que Portugal tem potencial para ser um dos maiores hubs de empreendedorismo de impacto a nível internacional, pelo que iremos continuar a construir esse posicionamento também no ecossistema internacional”.

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