O Bison Bank tem planos para lançar uma stablecoin própria em 2026, a primeira a ser emitida por um banco em Portugal, numa iniciativa que faz parte de uma reorganização estratégica do banco português especializado em serviços de private banking, gestão de património, custódia e banca de investimento

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Em comunicado, o Bison Bank afirma que com o lançamento deste ativo digital, desenhado para se manter estável através da indexação à moeda fiduciária, o objetivo passa por “melhorar a eficiência dos pagamentos transfronteiriços, reduzir custos e acelerar transações internacionais dos seus clientes”.

Com a fusão por incorporação da Bison Digital Assets (BDA) na estrutura principal do Bison Bank, os serviços de depósito, transferência e troca de criptoativos passam a fazer parte da oferta direta do banco.

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Segundo António Henriques, CEO do Bison Bank, a integração do BDA é impulsionada “pelo novo quadro regulamentar MiCA, que prevê a possibilidade de os bancos exercerem atividade com criptoativos”.

De acordo com o responsável, o processo “está a ser conduzido com o máximo rigor e em total alinhamento com o compromisso da instituição com a transparência e a segurança de todos os intervenientes formais”.

O regulamento europeu MiCA (Markets in Crypto-Assets) viu a sua transposição para o contexto português com a recente aprovação da Lei n.º 69/2025, de 22 de dezembro, e está neste momento nos trâmites finais da sua implementação.

O Bison Bank quer também avançar com a tokenização de ativos do mundo real, um processo que é análogo à compra de uma ação de uma empresa, permitindo que um ativo, como um edifício ou um fundo de investimento, seja transformado ou “dividido” em frações digitais. Numa primeira fase, esta nova capacidade estará focada nos setores do imobiliário e de fundos de investimento, avança o banco.

Para António Henriques, a fusão da BDA, a tokenização de ativos e o lançamento da primeira stablecoin bancária portuguesa afirmam-se como passos importantes para materializar a visão do banco, que passa por “construir uma ponte real entre as finanças tradicionais e a economia digital”.

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