Ainda em dezembro do ano passado, a Alphabet já estava à porta do clube das empresas com uma valorização superior a 4 biliões de dólares. Na semana passada, a empresa tinha avançado para uma capitalização bolsista de 3,89 biliões de dólares, ultrapassando a Apple e aproximando-se cada vez mais desse marco.

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Logo após o anúncio do acordo com a gigante de Cupertino, a valorização da Alphabet ultrapassou brevemente a marca dos 4 biliões, com o valor das suas ações a subir até 1,7% para valores-recorde de 334,04 dólares, avança a Reuters.

Apesar de uma ligeira descida que a colocou ligeiramente abaixo deste valor, as ações voltaram entretanto a subir. Esta manhã, com ações que valiam 332,73 dólares, a Alphabet continuava com uma capitalização bolsista de 4,01 biliões de dólares.

Alphabet | Capitalização bolsista
Alphabet | Capitalização bolsista

A Alphabet é a quarta empresa a atingir uma capitalização de mercado de 4 biliões de dólares, depois da Nvidia, da Microsoft e da Apple, se bem que as duas últimas tecnológicas tenham perdido algum “gás”, contando agora com capitalizações bolsistas na ordem dos 3,55 biliões e 3,83 biliões, respetivamente. Já a empresa de Jensen Huang continua a valer mais de 4 biliões.

Empresas tecnológicas no clube dos 4 biliões de dólares
Empresas tecnológicas no clube dos 4 biliões de dólares créditos: Reuters

No último ano, as ações da Alphabet valorizaram 65%, com a empresa a superar as suas congéneres do grupo conhecido como “Magnificent Seven”, do qual fazem parte a Apple, Microsoft, Amazon, Meta, Nvidia e Tesla.

Citado pela Reuters, Phil Blancato, diretor executivo da Ladenburg Thalmann Asset Management, afirma que, entre as ações deste grupo de tecnológicas, a Alphabet afirma-se como o nome que mais surpreendeu ao longo dos últimos 12 meses e “a empresa está a ganhar terreno para lá do seu modelo tradicional”.

Além da aposta em grande na área da Inteligência Artificial, com a mais recente versão do Gemini a receber críticas positivas em comparação com o GPT-5 da OpenAI, a empresa também conseguiu captar um investimento raro no sector tecnológico por parte da Berkshire Hathaway de Warren Buffett.

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No que toca ao acordo assinado entre a Apple e a Google, cujos termos ainda não são conhecidos, é prevista uma “colaboração de vários anos” que servirá de base à próxima geração de modelos de IA da Apple, baseados no Gemini e na tecnologia Cloud da Google.

Segundo as empresas, os modelos vão suportar futuras funcionalidades do sistema Apple Intelligence, incluindo uma versão mais personalizada da Siri ainda este ano.

O mesmo comunicado indica que, “após uma avaliação cuidadosa”, a Apple concluiu que a tecnologia de IA da Google “oferece a base mais avançada” para os os seus modelos, acrescentando que o sistema Apple Intelligence continuará a operar nos equipamentos da empresa e no Private Cloud Compute.

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