O presidente da Geely Holdings, proprietária da marca de automóveis Volvo, Li Shufu, afirmou acreditar que o presidente da Tencent, Ma Huateng, "observa todos os nossos WeChats todos os dias", avança a Reuters.
O serviço de mensagens instantâneas tem uma base de utilizadores ativos mensalmente de mais de 900 milhões e já veio desmentir, em comunicado, a acusação, que classificou como sendo “um mal entendido”.
"O WeChat não armazena o histórico das conversas dos utilizadores, uma vez que estes ficam guardados apenas nos telemóveis, computadores e outros dispositivos dos mesmos”.
Apesar de, no mesmo comunicado, a rede social admitir que não tem “o direito nem motivos para ver os vossos WeChat”, a realidade é que, a segurança e privacidade destes dados não estão, no entanto, asseguradas.
O executivo chinês, que é atualmente liderado por Xi Jinping, tem tido pulso de ferro no controlo da internet, e para além de já ter proibido a utilização de VPNs no país, em setembro, confirmou que poderia ser obrigado a entregar metadados a responsáveis da administração central chinesa.
De acordo com a mais recente atualização feita à sua declaração de privacidade, a tecnológica escreveu, na altura, "que pode ser solicitada para reter, preservar ou divulgar as suas informações pessoais durante um longo período de tempo".
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