No terceiro trimestre de 2025, a atividade dos operadores de Jogo Online em Portugal gerou uma receita bruta de 297,1 milhões de euros. O valor representa um crescimento de 3,5% face ao trimestre anterior e de 11,6% em comparação com o mesmo período no ano anterior.

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Como avança a Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online (APAJO), numa análise ao relatório do terceiro trimestre de 2025 do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ), o Imposto Especial de Jogo Online (IEJO) contribuiu com 89,8 milhões de euros para a receita fiscal do Estado, num aumento de 8,8% face ao mesmo período de 2024.

Segundo o relatório, mantém-se a tendência de desaceleração nas receitas de jogo quando comparadas com anos anteriores. Depois de crescimentos anuais na ordem dos 30%, os três primeiros trimestres de 2025 apontam para um crescimento de 10% em comparação com o mesmo período no ano anterior.

A APAJO nota que o crescimento registado no período em análise se afirma como o mais baixo de sempre num terceiro trimestre.

Segundo a associação, a desaceleração é visível tanto nas receitas brutas de Apostas Desportivas à Cota (ADC) como nas receitas de Jogos de Fortuna ou Azar (JFA), embora com maior destaque nas primeiras. Apesar de se registar um aumento de 9,4% em termos homólogos, as receitas de ADC recuaram 8,7% face ao trimestre anterior.

Os dados partilhados indicam que, no que respeita às apostas de desporto, o volume de jogo cresceu 4,4% (21,2 milhões) em termos homólogos e 10,3% (47,3 milhões de euros) face ao trimestre anterior devido à diminuição da margem das entidades licenciadas para 19,8% (após 3 trimestres entre os 22,9% e os 25,9%).

No que toca às receitas brutas de casino houve uma subida de 12,7% face ao período homólogo e de 11% em comparação com o segundo trimestre (19,6 milhões), “traduzindo-se também no crescimento mais reduzido de sempre em termos homólogos no terceiro trimestre”, afirma a APAJO em comunicado.

De acordo com Ricardo Domingues, presidente da APAJO, “os dados obtidos com a análise ao terceiro trimestre de 2025, de forma geral, vêm confirmar a expetativa do setor: uma tendência de desaceleração de crescimento no mercado que se justifica pelo amadurecimento do mesmo”.

"Consideramos que esta é uma variável que se deverá manter, especialmente se não se dificultar o acesso ao mercado ilegal (que absorve 40% dos jogadores) e se nada for feito para tornar o produto mais competitivo face à oferta internacional”, indica o responsável.

A desaceleração também é observável no que diz respeito aos utilizadores. O número de contas ativas desceu 3,9% em termos homólogos, embora tenha crescido 0,9% face ao trimestre anterior.

Quanto aos novos registos, houve uma diminuição de 22,7% no período homólogo e 1,2% face ao trimestre anterior. Já o número de novas contas autoexcluídas recuou 4,4% em termos homólogos e 2,0% face ao 2.º trimestre.

A APAJO detalha que o total de contas autoexcluídas, aumentou 4,8% face ao 2.º trimestre e 23,9% em termos homólogos. Apesar disso, “é o mais pequeno crescimento homólogo de sempre e o menor crescimento trimestral dos últimos 8 anos”, explica a associação.

Os jogadores com idade inferior a 45 anos representam 77,4% do total de registos. Deste conjunto, 33,4% têm idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos. O registo de novos jogadores com idades compreendidas entre os 18 e os 24 anos representa 32,4% do total.

Dos distritos com o maior número de registos de jogadores, Lisboa e Porto mantêm o destaque, com 21,8% e 21,0%, respetivamente. Seguem-se Setúbal, Braga e Aveiro, que, no seu conjunto, contam com 24,2% do total de registos de jogadores.

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