A par do uso da internet e da melhoria das condições de segurança, as compras online continuam a aumentar na União Europeia (UE). Os dados mais recentes do Eurostat indicam que 60% dos internautas na UE com idades entre 16 e 74 anos fizeram compras através da internet ao longo de 2019, num valor que compara com os 56% registados no ano anterior.

Dinamarca, Suécia e Países Baixos ocupam, por esta ordem os lugares do pódio, com, respetivamente, 84%, 82% e 81%, bem acima da média.

Pelo contrário, os números em Portugal continuam muito aquém da média comunitária. Embora mantenham uma evolução positiva, colocam o país na cauda da UE. O relatório mostra que o valor para os últimos 12 meses completos se situou em apenas 39%, taco a taco com a Grécia e o Chipre, e somente acima de Itália (38%), Roménia (23%) e Bulgária (22%).

Relativamente às empresas, os números mais recentes do Eurostat não registam muitas diferenças face aos últimos dois anos. Apontando dados de 2019, mostra-se que 17% das empresas da UE registaram vendas online de pelo menos 1% da sua faturação. Aqui Portugal fica próximo, com um valor de 16%, mas pior do que no ano anterior, quando eram 19% as empresas que faziam negócio através da internet.

Com 36% das empresas a venderem online, comparativamente a 31% em 2018, a Irlanda registou a maior subida entre os Estados-membros. A Dinamarca ficou em segundo (34%) e a Suécia em terceiro (31%).

Em ambos os relatórios, o Eurostat destaca que, com a maior parte das empresas e lojas de rua fechadas e o grande número de pessoas sujeitas a isolamento social, é provável que os valores de crescimento do ecommerce aumentem ao longo de 2020.

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