Embora pouco conhecidas do público, as tecnologias de previsão criminal são uma realidade posta em prática há já vários anos. Em Chicago, onde está a ser testada uma dessas soluções, os resultados são substanciais e estão atestados pelos números.

De acordo com a polícia do sétimo distrito da cidade norte-americana, a utilização de algoritmos de previsão nos primeiros sete meses de 2017, ajudou a reduzir o número de tiroteios em 39%, face ao registado no mesmo período do ano anterior. Em consequência, o número de homicídios caiu 33%.

Esta foi a zona que verificou melhorias mais substanciais, mas os restantes departamentos que trabalham com o algoritmo também têm boas notícias para dar. No que aos tiroteios diz respeito, assinalaram-se reduções entre os 15% e os 29%, com uma queda correspondente de 9% a 18% nos homicídios.

Dizem as autoridades que estes programas dão mais e melhores informações acerca de onde e como distribuir os agentes disponíveis. O HunchLab, por exemplo, cruza as informações estatísticas referentes às ocorrências criminais registadas com os dados socioeconómicos dos habitantes, a meteorologia e a localização de negócios para determinar onde é que há mais probabilidade de ocorrer um crime. Um outro programa recorre às informações existentes sobre gangs, detenções por posse de droga e registos de posse de arma.

Estes são apenas os primeiros números apresentados no âmbito desta fase experimental, mas se o desempenho destas tecnologias se mantiver, a utilização destes algoritmos deverá tornar-se mais comum.

A polícia de Chicago e os académicos que estão por detrás do desenvolvimento de algumas destas soluções sublinham que os algoritmos são apenas uma das muitas partes que deverão integrar uma solução tecnológica mais ampla de prevenção criminal.

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