O período de recuperação e as terapias aplicadas a vítimas de derrames cerebrais, ou com danos traumáticos do cérebro, pode ser longo e penoso. Um investigador da Universidade Loyola Marymount em Los Angeles, nos Estados Unidos, está a testar os benefícios de um simulador de condução desenhado para corridas automáticas, de forma a testar as falhas neurológicas dos pacientes e ensinar-lhes a conduzir em segurança.
O investigador Brendan Smith, segundo relata o Digital Trends, está a utilizar um simulador da SimGear GT na terapia. O objetivo da pesquisa é perceber se o treino com simuladores com vibração e sensores de feedback são mais eficazes do que as soluções habituais. Trata-se de um simulador que move toda a plataforma para simular as Forças G e os movimentos de um veículo, procurando as mesmas sensações de condução da realidade.
O especialista explica que sem o feedback realístico do simulador, a experiência de condução é reduzida em termos hápticos. Da mesma forma, os simuladores convencionais tornam-se inadequados nas terapias porque negligenciam a fundamental habilidade de condução que os pacientes tinham antes das doenças.
Desta forma, a tecnologia estimula o desempenho físico através da manipulação do volante e mudanças, assim como os pedais de aceleração e travões; mas também o cognitivo, através dos reflexos utilizados na simulação de condução, evitando assim utilizar veículos reais na terapia.
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