A conclusão é da Hiscox e faz parte do seu mais recente Cyber Readiness Report, elaborado com base nas respostas de 5.569 organizações, provenientes de oito diferentes países. De acordo com a empresa, o custo médio do cibercrime, nos últimos 12 meses, foi de 57.000 dólares por empresa.

O impacto total causado por ataques cibernéticos alcançou a marca dos 1,8 mil milhões de dólares ao longo do último ano, o que representa um crescimento de 600 milhões face aos 12 meses anteriores. A maior perda foi reportada por uma empresa britânica do sector financeiro. Neste caso em particular, o impacto foi de 87,9 milhões de dólares. Este foi, de resto, o sector empresarial mais afetado pelo fenómeno, seguindo-se a indústria da produção e tecnologia e media e telecomunicações.

A seguradora escreve que, apesar do rombo, há cada vez mais empresas a responder aos ataques com medidas de segurança mais rigorosas. Na verdade, o gasto médio com segurança cibernética é um bom reflexo desta nova realidade, uma vez que aumentou 39%, de 1,47 milhões de dólares para 2,05 milhões. Neste capítulo, as empresas francesas foram as que mais gastaram, com um investimento médio na ordem dos 3,1 milhões de dólares.

Os seguros têm figurado como uma solução cada vez mais válida para o sector da cibersegurança. A proporção de inquiridos que afirmou ter contratado um seguro de riscos cibernéticos aumentou sucessivamente nos últimos três relatórios, de 9% para 20%. Importa também ressalvar que as empresas classificadas como “especialistas” são as que mais gastam neste tipo de produto. Deste grupo, quase metade (45%) afirmou ter um seguro de riscos cibernéticos.

Todas as empresas que participaram no estudo foram avaliadas com base na sua estratégia e execução de medidas de segurança cibernética.  Os resultados mostraram uma "melhoria acentuada na prontidão da segurança cibernética", sendo que a percentagem de inquiridos que se qualificou como especialista na matéria aumentou 8% de 2019 (10%) para 2020 (18%).

Dos países inquiridos, a Irlanda foi o que revelou maior perda média, com custos na ordem dos 103.000 dólares. Curiosamente, este foi também um dos países onde mais empresas se qualificaram como especialistas em cibersegurança (24%).

Ainda a desequilibrar a balança está a percentagem de 6% inquiridos que disse ter pago por um resgate na sequência de um ataque por ransomware. O maior pagamento registado foi de 50 milhões de dólares.

O estudo está disponível online e pode ser consultado através deste link.

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