É que os sons registados agora pela Cassini a 26 de abril último diferem consideravelmente das gravações feitas em dezembro, mais “barulhentas” perante a presença de centenas de partículas de pó.
O som captado desta vez surpreendeu a equipa de cientistas da NASA por ser “muito mais tranquilo” do que o esperado, indicando que esta parte dos anéis mais próximos do planeta terá um volume de partículas cósmicas consideravelmente mais baixo.
“Um mistério” referem em comunicado. “Foi um pouco desorientador – não estávamos a ouvir aquilo que esperávamos ouvir”, afirmam sobre os dados transformados em sons que acabaram classificados como um “grande vazio”.
A descoberta levou o grupo de investigadores a mudar de estratégia relativamente à configuração dos instrumentos de medição da sonda espacial, já que se percebeu que esta região não contém partículas que possam danificar os equipamentos.
Um ambiente mais denso neste espaço entre os anéis e o seu planeta significaria que a Cassini teria de recorrer, novamente, à sua antena como escudo durante a maioria das futuras imersões planeadas, antes do seu final anunciado.
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