A aproximação do lançamento do primeiro smartphone dobrável da Apple começa a ganhar contornos cada vez mais concretos. O reputado "informador" Sonny Dickson partilhou esta semana no X aquilo que descreve como ficheiros de renderização CAD 3D daquele que será o futuro iPhone dobrável. Estas imagens revelam, pela primeira vez, detalhes visuais do design do equipamento que coincidem com o que múltiplas fontes têm vindo a afirmar nos últimos meses.
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As imagens mostram a traseira do dispositivo com um módulo de câmara de formato semelhante ao utilizado pelo iPhone Air, mas com dois sensores em vez de um, com a Apple a optar por um sistema de câmara dupla, como já indicavam rumores anteriores.
Um detalhe de design particularmente interessante é a assimetria dos cantos, sendo dois deles arredondados, enquanto os outros dois são mais retilíneos, correspondendo à zona da dobradiça. As imagens mostram ainda o dispositivo em posição aberta, com a câmara frontal posicionada no canto superior esquerdo do ecrã interior, e em posição fechada, com o ecrã exterior visível.
A configuração geral é consistente com um formato de livro, à semelhança do Galaxy Z Fold da Samsung, afastando-se do formato de concha que alguns rumores anteriores tinham sugerido. Como é habitual, esta é a época do ano em que os primeiros ficheiros de design de iPhones começam a circular, antecipando os lançamentos do segundo semestre. Fugas de informação com este nível de detalhe e consistência dão credibilidade aos rumores anteriormente partilhados, embora nada destes dados tenha confirmação oficial da Apple.
A semana trouxe também uma janela rara sobre o pensamento de Tim Cook, numa entrevista dada ao programa CBS Sunday Morning, no contexto do livro "Apple: The First 50 Years". O livro, que celebra o 50.º aniversário da empresa, que ocorrerá no próximo dia 1 de abril, Tim Cook reconhece que a Apple precisa de desenvolver novas competências (“build a new muscle”) para assinalar o marco histórico, numa empresa que historicamente prefere olhar para a frente e melhorar o que já existe, em vez de celebrar o passado.
Sobre Steve Jobs, o CEO da Apple foi direto e afirmou que os princípios que o fundador histórico definiu para a empresa "ainda estão vivos", 50 anos depois da sua fundação, e espera que continuem a fazer parte do ADN da Apple para "daqui a 100 e 200 anos". O conselho que Steve Jobs lhe deixou, o de “não perder tempo a perguntar o que Steve Jobs faria” foi descrito por Tim Cook como "um presente", que permitiu à empresa evitar o que ele chama "o problema da Disney", referindo-se à paralisia criativa que afetou a empresa após a morte do seu fundador.
Questionado sobre a posição da Apple no panorama tecnológico atual, Tim Cook foi perentório. Segundo ele, a empresa está naquilo que se designa de "uma festa de um", ao se encontrar numa posição única, por ser irrepetível e impossível de replicar. Estas duas histórias cruzam-se num momento de raro domínio de notícias por parte da Apple, tendo a semana passada sido marcada por uma autêntica avalanche de novidades. Num curto espaço de tempo, a marca lançou o novo MacBook Neo, os novos MacBook Air e MacBook Pro com chips M5, os novos monitores Studio Display, bem como o iPhone 17e e iPad Air.
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