O Fiware ICT Challenge Vienna foi pensado com a cidade de Viena e permite aos programadores tirar partido da plataforma aberta e do ecossistema Fiware, mas também do apoio de toda a equipa da Fiware Foundation que pode ajudar a ultrapassar algumas dificuldades, como explicou ao SAPO TEK Stefano de Panfilis, COO e um dos membros da fundação no ICT 2018.

Quarenta e oito horas é o tempo dado às equipas previamente inscritas, e algumas que fizeram inscrições de última hora, para prepararem uma aplicação que possa tornar as cidades um local melhor para viver, usando dados em tempo real da cidade de Viena, outras fontes de dados e os componentes open source Fiware.

Nesta competição estão em cima da mesa 4 desafios específicos: Smarter Together que pretende criar guias de viagem co modelo de gamificação para alertar para a eficiência energética; Inform, Engage and Participate que pretende criar um cockpit de performance, também relacionado com energia; Discover Open Data, que quer massificar o uso dos 20 mil datasets disponíveis em portais austríacos; o Wien Energi que pretende que seja desenvolvida uma aplicação de gestão e manutenção de smart energy que tenha atenção a oferta e procura.

Durante o lançamento da competição as equipas receberam um briefing dos desafios e das regras do concurso, sendo promovido também o intercâmbio de informação entre os projetos e a fusão de ideias. Depois é tempo de programar, e aferir os desenvolvimentos através de vários Pitch intermédios às outras equipas.

No fim das 48 horas os resultados obtidos são analisados por um júri e o vencedor será anunciado amanhã na cerimónia de encerramento, tendo direito a um prémio em dinheiro de 10 mil euros. Mas os resultados não têm de estar limitados à utilização em Viena, já que como lembrou Ulrich Ahle, CEO da Fundação, há várias cidades no mundo que estão a usar o Fiware, e Montevideo é um dos bons exemplos com uma solução de larga escala e cerca de 500 sensores de controle remoto para gestão do trânsito.

A plataforma é sobretudo usada por pequenas e médias empresas e de acordo com os últimos números mais de mil PMEs e startups participaram nos aceleradores Fiware, dedicados não apenas às smart cities mas também a áreas como a agricultura, transportes e saúde. Mas “é difícil medir o impacto e dimensão da comunidade de utilizadores do Firewire”, explicou ao SAPO TEK Stefano de Panfilis. Todos os dias há downloads e acesso à documentação técnica que ajuda a desenvolver aplicações com base na plataforma, por isso todos os indicadores apontam para o desenvolvimento do número de programadores interessados e a usar a Fiware.

A Fundação quer também desenvolver a ligação às Universidades, para maior utilização da plataforma em contexto académico, disseminando assim o conhecimento e potenciando a utilização desta ferramenta open source que foi financiada pela União Europeia através do programa Horizon.

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