Segundo os dados anuais agora revelados, a fabricante chinesa BYD conseguiu finalmente superar a norte-americana Tesla na venda de veículos puramente elétricos a bateria. Durante o último ano, a empresa sediada em Shenzhen comercializou cerca de 2,26 milhões de unidades elétricas, registando um crescimento sólido de 28%, enquanto a Tesla de Elon Musk viu as suas entregas recuarem para os 1,64 milhões de veículos.
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Este cenário marca a primeira vez que uma marca chinesa lidera o ranking global de vendas de automóveis elétricos num ano completo, confirmando a mudança do eixo de poder na indústria automóvel mundial. Vários fatores explicam este sucesso fulgurante da BYD, que começou o seu percurso empresarial como uma fabricante de baterias para telemóveis. A principal vantagem competitiva reside na sua integração vertical absoluta.
Ao contrário da maioria dos seus rivais, a BYD produz internamente quase todos os componentes dos seus veículos, incluindo as baterias e os semicondutores. Esta autonomia permite-lhe controlar os custos de forma muito mais rigorosa e reagir com maior agilidade às flutuações da cadeia de abastecimento global. Além disso, a estratégia de produto da marca tem sido agressiva, apostando em modelos de entrada de gama com preços extremamente competitivos, como o citadino Dolphin Surf.
Em contraste, a Tesla atravessa um período de estagnação invulgar. A empresa norte-americana registou uma queda nas vendas de 9%, a sua segunda queda anual consecutiva, um fenómeno atribuído ao envelhecimento da sua gama de modelos e ao fim de alguns incentivos fiscais importantes em mercados estratégicos como os Estados Unidos. Analistas apontam também que a postura política cada vez mais polarizadora de Elon Musk poderá ter tido um impacto negativo na perceção da marca junto de certos segmentos de consumidores.
Enquanto a Tesla se foca agora em promessas futuras, como os robots humanoides e a condução autónoma total, a BYD tem inundado o mercado com novos modelos de SUVs e berlinas que respondem diretamente às necessidades imediatas do público. A expansão internacional tem sido outro pilar fundamental para os números recorde da fabricante chinesa. Em 2025, as vendas fora da China cresceram cerca de 150%, atingindo o marco histórico de um milhão de veículos exportados.
Em Portugal, a tendência é semelhante, com a BYD a conquistar quotas de mercado significativas e a posicionar-se frequentemente no topo das tabelas de vendas mensais, ultrapassando marcas europeias com décadas de tradição. O futuro próximo apresenta desafios, sobretudo por causa das crescentes tensões comerciais entre a China e a União Europeia, mas a BYD já está a implementar planos de contingência através da construção de fábricas em solo europeu, como na Hungria e na Turquia.
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