A engenheira de materiais e investigadora Elvira Fortunato, conhecida como a "mãe" do transístor de papel, foi hoje distinguida pela Comissão Europeia com o Prémio Impacto Horizonte 2020, pelo projeto Invisible.

O prémio no valor de 10 mil euros, anunciado durante a edição de 2020 do European Research and Innovation Days, distingue projetos científicos financiados por fundos europeus, cujos resultados tiveram impacto na sociedade e destina-se a cientistas que lideraram projetos financiados pelo 7.º Programa-Quadro (2007-2014) e pelo Programa Horizonte 2020 (2014-2020).

A investigadora, que dirige o Cenimat - Centro de Investigação de Materiais, da Universidade Nova de Lisboa, da qual é vice-reitora, foi a única portuguesa premiada, entre outros cientistas distinguidos de uma lista de 10 finalistas internacionais.

O projeto Invisible consistiu no desenvolvimento do primeiro ecrã transparente a partir de óxido de zinco. O composto químico, que entra na composição de pomadas para bebés ou protetores solares, é um material semicondutor de baixo custo, não degradável e que produz melhores resultados.

A tecnologia, patenteada pela diretora do Cenimat e pela Samsung, pode ser usada em smartphones, tablets, televisores ou computadores, permitindo obter imagens de maior resolução.

Em declarações à Lusa, Elvira Fortunato, indicou que o projeto representou uma "revolução na área dos materiais semicondutores", com recurso a "tecnologias amigas do ambiente", que não desperdiçam tanta energia.

Ao todo, o projeto Invisible, desenvolvido entre 2009 e 2014, contou com um financiamento de 2,25 milhões de euros pelo Conselho Europeu de Investigação, a agência da Comissão Europeia que apoia a investigação científica através de bolsas.

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