Elvira Fortunato, Cecília Roque (ambas da Universidade Nova de Lisboa), Manuela Gomes (Universidade do Minho) e João Barata (Universidade de Lisboa) foram os distinguidos com uma bolsa de prova de conceito no valor unitário de 150 mil euros, indicou numa nota o Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior.

Os quatro portugueses estão entre os 166 investigadores europeus agora contemplados com estas bolsas, que totalizam 24,9 milhões de euros.

O Conselho Europeu de Investigação é um organismo da União Europeia que financia a investigação científica, nomeadamente através de bolsas.

Com as bolsas de prova de conceito, os cientistas "deverão utilizar o financiamento para passar da teoria à prática: perceber a viabilidade dos conceitos científicos em desenvolvimento, assim como explorar oportunidades de negócio ou preparar candidaturas de patente", refere em comunicado a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, onde as "premiadas" Elvira Fortunato e Cecília Roque trabalham e lecionam.

Elvira Fortunato, vice-reitora da Universidade Nova de Lisboa e diretora do Centro de Investigação de Materiais, lidera um projeto que visa "reduzir o lixo eletrónico", evitando o recurso a "materiais metálicos escassos e não ecológicos" e a processos de fabrico "dispendiosos, poluentes e demorados".

A inventora do "papel eletrónico" propõe-se desenvolver vários protótipos, e avaliar o seu desempenho elétrico, a partir de materiais flexíveis e recicláveis baseados no grafeno.

Cecília Roque, investigadora do Laboratório de Engenharia Biomolecular da Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas, coordena um projeto que pretende "avaliar a viabilidade tecnológica e de negócio de um método de vigilância do cancro da bexiga não invasivo, rápido e de baixo custo", salienta o mesmo comunicado da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

João Barata, que lidera o laboratório de Sinalização em Cancro no Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes, da Universidade de Lisboa, concorreu com um trabalho sobre uma terapia genética para a leucemia linfoblástica aguda de células T, um tipo de cancro do sangue.

Manuela Gomes, que trabalha no Instituto de Investigação em Biomateriais, Biodegradáveis e Biomiméticos da Universidade do Minho, obteve a bolsa europeia com um projeto que visa recriar a estrutura fibrilar dos tecidos humanos, com possível aplicação na medicina regenerativa.

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