O novo ano começa em grande com a chuva de estrelas das Quadrantidas, que atinge o seu pico já no dia 3 de janeiro. Porém, uma vez que o pico ocorre numa noite de Lua cheia, o brilho do satélite natural da Terra vai ofuscar a maioria dos meteoros mais ténues.
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Como avança o portal Star Walk, esta chuva de estrelas é conhecida por ter um pico muito intenso, mas de curta duração, com cerca de seis horas, que deverá acontecer pelas 21h00 GMT,
Recorde-se que as Quadrântidas devem o seu nome a uma antiga constelação já em desuso, a Quadrans Muralis, e têm como origem a região da constelação Boötes, próxima do famoso asterismo da Ursa Maior.
Depois das Quadrântidas, ainda terá de esperar alguns meses até à próxima chuva de estrelas, que ocorrerá em abril. Segundo dados partilhados pela American Meteor Society, as Líridas vão atingir o seu pico entre os dias 21 e 22 deste mês.
Na lista que se segue, pode consultar as datas em que as principais chuvas de meteoros previstas para 2026 vão atingir o seu pico.
- Eta Aquáridas: 5-6 de maio
- Delta Aquáridas: 30-31 de julho
- Perseidas: 12-13 agosto
- Oriónidas: 21-22 de outubro
- Leónidas: 16-17 de novembro
- Gemínidas: 13-14 de dezembro
- Úrsidas: 21-22 de dezembro
Em declarações à CNN, Robert Lunsford, um dos coordenadores da American Meteor Society, afirma que as Perseidas e as Gemínidas “deverão ser as melhores chuvas de meteoros do ano”.
Segundo o responsável, as Gemínidas deram um “espetáculo” particularmente intenso no ano passado, com 135 meteoros por hora. “Não há motivo para não esperar valores semelhantes em 2026”, realça.
Mas uma chuva de estrelas não será o único fenómeno que os entusiastas da observação astronómica poderão acompanhar logo no início do ano. No dia 3 de janeiro haverá também uma superlua a brilhar nos céus, a primeira de três que ocorrerão em 2026.
Depois da superlua de janeiro, a próxima só chegará no dia 24 de novembro e a última, prevista para 23 de dezembro, promete ser a mais impressionante. Como indica o site Space.com, esta será a Lua cheia mais próxima da Terra desde 2019, ficando a 356.740 quilómetros do nosso planeta.
Eclipses e “desfiles” de planetas
De acordo com a NASA, 2026 contará com um total de quatro eclipses, dois solares e dois lunares. O primeiro, um eclipse solar anular, ocorrerá no dia 17 de fevereiro, mas só será visível na sua totalidade na Antártida. Por outro lado, regiões na América do Sul e em África poderão observar um eclipse solar anular parcial.
Já no dia 3 de março haverá um eclipse total da Lua, numa “Lua de Sangue” que será totalmente visível na região do Pacífico e parcialmente visível em partes da Ásia, Austrália e Américas.
Um dos eclipses mais esperados é o que ocorrerá no dia 12 de agosto. Este eclipse solar total será visível na Groenlândia, Islândia e Rússia, mas também em Espanha e numa pequena parte de Portugal.
Em declarações à agência Lusa, Rui Jorge Agostinho, astrónomo do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, explica que, no nosso país, o eclipse será apenas visível em Bragança, mais especificamente na zona do Parque Natural de Montesinho.
Apesar disso, “ainda há uma percentagem elevadíssima de eclipse” no resto do país, avança o astrónomo. Segundo os seus cálculos, o obscurecimento será de 98,2% no Porto, de 94,5% em Lisboa e de 92,7% em Faro. Já na Madeira e nos Açores, o obscurecimento ficará abaixo dos 80%, com níveis na ordem dos 77,5% no Funchal e de 76,9% em Ponta Delgada.
Rui Jorge Agostinho nota também que o eclipse ocorrerá “do lado poente” e quando “o Sol se estiver a pôr, portanto já próximo do horizonte” em Portugal. Tendo em conta a altura do ano, tipicamente com condições meteorológicas mais favoráveis, é provável que muitas pessoas consigam observar o fenómeno na costa atlântica, indica o astrónomo.
Como recorda um comunicado da Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, o último eclipse total solar observado em Portugal aconteceu em 1912. O próximo só ocorrerá em 2144, o que torna o eclipse de 2026 um “momento imperdível para várias gerações”.
O último eclipse do ano acontecerá também em agosto, neste caso, entre os dias 27 e 28. Segundo a NASA, este eclipse lunar parcial será visível em várias regiões das Américas, Europa, África e ainda da Ásia ocidental.
Ao longo deste ano também há espaço para alguns “desfiles” de planetas, a começar logo em fevereiro. No dia 28 deste mês, Júpiter, Urano, Saturno, Neptuno, Vénus e Mercúrio vão alinhar-se no céu noturno. Deste conjunto, Júpiter, Saturno, Vénus e Mercúrio estarão brilhantes o suficiente para poderem ser observados a olho nu.
Em agosto, Neptuno vai juntar-se a um “desfile” planetário semelhante, desta vez sem Vénus e no mesmo dia em que ocorre o eclipse solar total. Se em fevereiro o alinhamento poderá ser visto uma hora depois do pôr do Sol, a melhor altura para observar este fenómeno será antes do nascer do Sol. Neste caso, Júpiter, Marte, Mercúrio e Saturno estarão brilhantes e visíveis a olho nu, mas para observar Urano e Neptuno precisará de binóculos ou de um telescópio.
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