A OpenAI está a preparar-se para apresentar um novo modelo de linguagem baseado em áudio já no primeiro trimestre de 2026. Ao que tudo indica, o lançamento do modelo faz parte de uma estratégia mais ampla, com vista ao lançamento do primeiro produto de hardware da tecnológica liderada por Sam Altman.

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Como avança o The Information, citando fontes com conhecimento na matéria, a OpenAI tem vindo a reunir várias equipas de diferentes áreas, incluindo engenharia, produto e investigação, numa única iniciativa focada na melhoria dos modelos de áudio. 

Os investigadores da empresa acreditam que estes modelos ainda ficam aquém daqueles que são usados para texto, tanto a nível da precisão como da rapidez. Além disso, as mesmas fontes indicam que apenas uma pequena percentagem dos utilizadores do ChatGPT optam pela interface baseada em interações de voz.

Para a empresa, a decisão de melhorar os modelos de áudio tem como objetivo incentivar ao uso das interfaces de voz, permitindo que os seus modelos possam ser integrados numa maior variedade de equipamentos e dispositivos.

Segundo a informação avançada, a OpenAI planeia lançar uma “família” de equipamentos ao longo dos próximos anos, começando na área do áudio. A empresa tem vindo a discutir vários formatos para os futuros equipamentos, incluindo colunas ou óculos inteligentes, mas o foco está nas interfaces de áudio. 

Espera-se que o primeiro produto de hardware da OpenAI chegue ao mercado no espaço de um ano, embora ainda não se saiba muito mais sobre o seu aspecto ou características.

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Recorde-se que a criação de um equipamento baseado em IA é um dos projetos principais da empresa e tem o envolvimento de Jony Ive, o ex-designer da Apple responsável pelo design de diversos produtos icónicos, como o iPhone, iPad e outros. Em junho do ano passado, um processo em tribunal revelou mais detalhes o projeto, indicando que protótipo ainda não estava finalizado 

Já em outubro, uma reportagem do Financial Times, avançava que a empresa e o designer estavam a ter problemas técnicos na concretização do equipamento, que deverá caber na palma da mão, sem qualquer ecrã, sendo capaz de analisar fontes de áudio e visuais do ambiente físico em seu redor e responder aos pedidos dos utilizadores. Entre as dificuldades apontadas estavam questões relacionadas com a privacidade, com a própria “personalidade” do equipamento e com a sua infraestrutura de computação.

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