No ano letivo de 2016/2017 existiam cerca de 108 mil alunos do ensino secundário inscritos em cursos de Ciências e Tecnologias, mais do que em qualquer outra das áreas de estudo de Ciências Socioeconómicas, Línguas e Humanidades e Artes Visuais.

Estes são alguns dos dados do relatório “O Estado da Educação 2017”, publicado pelo Conselho Nacional de Educação que apesar de mostrar tais valores, indica que o número de inscritos tem vindo a diminuir nos últimos anos.

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Entre 2014 e 2017, os cursos de Ciências e Tecnologias perderam 5.240 interessados. As Artes Visuais também viram o número de inscritos diminuir (-1426), mas nos cursos de Línguas e Humanidades e de Ciências Socioeconómicas os valores aumentaram respetivamente em 8.281 alunos (+16%) de 4.454 alunos (+22%).

O interesse pelos cursos de Ciências e Tecnologias tem diferenças significativas consoante as regiões do país analisadas. Algarve (44%), Região Autónoma dos Açores (46%) e a Área Metropolitana de Lisboa (47%) são as regiões onde a percentagem de alunos que frequentam o curso de Ciências e Tecnologias é menor.

Passando para o ensino superior, o relatório indica ainda que as áreas das Ciências sociais, Jornalismo e Informação, Ciências empresariais, Administração e Direito, Engenharia, Indústrias de transformação e Construção e Saúde e Proteção Social continuam a ser as que apresentam uma maior proporção de diplomados, sendo em 2017, 11,3%, 19,9%, 19,9% e 16,5%, respetivamente.

A área das Tecnologias de Informação e Comunicação registou o valor de diplomados mais baixo de todos, inclusive inferior à área de Agricultura (2,1%).

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