
A Honor lançou oficialmente no mercado europeu o seu mais recente smartphone dobrável, o Magic V5, considerado atualmente o mais fino do segmento com 8,8 mm fechado (e aparentemente o mais forte, pelo registo nos recordes do Guinness por conseguir aguentar mais de 100 quilos suspenso). O TEK Notícias, que esteve presente na sua apresentação em Londres, teve a oportunidade de experimentar o equipamento em primeira-mão, confirmando que realmente se trata um smartphone interessante para quem procura ferramentas de produtividade num modelo que se transforma num pequeno tablet.
Marketing à parte, não é 1 mm que nos faça sentir uma grande diferença face a, por exemplo, o Galaxy Fold7 da Samsung, mas é toda a composição estética cuidada que a Honor criou, repleta de glamour, onde sobressaem os tons dourados. O que me chamou a atenção foi o padrão em formas de diamante da sua lombada. Ao passar o dedo não se nota a textura, mas é visualmente muito apelativo. Os cantos arredondados e as linhas simples, mas "perfeitas", revelam o cuidado da marca em criar um smartphone que é simultaneamente robusto e elegante.
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Os dobráveis são smartphones muito caros, claramente para um público mais exigente a nível de funcionalidades. Mas são várias as ofertas no mercado, o que obriga as fabricantes a aprofundarem tecnologias e a introduzirem inovações que justifiquem, como neste caso, os 2.000 euros no preço de aquisição. A Honor tem vindo a apostar exatamente na tecnologia da sua linha de dobráveis: é mais resistente, enquanto se mantém fino, tem uma bateria mais duradoura, sem "engordar".
O seu módulo fotográfico traseiro, em forma octogonal, continua a ser a imagem de marca da série, albergando um triplete de câmaras de elevada capacidade, "alimentado" pelo sistema de inteligência artificial AI Falcon. O seu sensor principal tem 50 MP, sendo acompanhado por uma lente telefoto telescópica de 64 MP e uma grande angular de 50 MP. É uma composição poderosa em que se nota na qualidade na prática.
Bastaram alguns minutos a “brincar” com a câmara para perceber as intenções da fabricante em oferecer imagens nítidas e com pouco ruído quando captadas no interior. Mesmo as luzes constantes do palco, que misturam as cores do ambiente, não interferiram no resultado definido das fotografias.
Veja o vídeo:
As câmaras são potenciadas por inteligência artificial, o motor de imagem AI Honor, compensando a qualidade, os contrastes, adicionando-lhe cores mais vívidas, mas pelo que se percebe, sem exageros. E isto nos modos automáticos, porque a aplicação da câmara dá mais controlo no formato Pro, para os utilizadores que desejam mexer em parâmetros como o balanceamento dos brancos, o ISO, exposição e foco.
Também o zoom parece eficaz. Durante um pequeno passeio por Londres, foi possível captar alguns momentos no exterior e na transformação do lusco-fusco em pôr do sol e o resultado parece igualmente muito interessante.
Outra funcionalidade que experimentamos foi o sistema Multi-flex para tarefas multitasking, permitindo abrir até três janelas de aplicações distintas, tal como ligar o YouTube enquanto se escreve ou se participa numa videoconferência. Para tal, basta arrastar a aplicação pretendida para uma extremidade do ecrã e depois selecionar outra para o dividir.
Relativamente ao ecrã, quando aberto, é impossível ignorar a textura do vinco no meio, mas é algo que não compromete a experiência de manuseamento e sobretudo de visualização. Apenas ao colocarmos o ecrã de lado, com um certo ângulo, é que se nota a “covinha”, porque usado de frente, como um livro, parece uma folha de papel. De salientar que o ecrã OLED tem 7,95 polegadas quando aberto e o ecrã externo tem 6,43 polegadas, um tamanho generoso ajudado pelas molduras praticamente inexistentes.
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Nota-se que a Honor teve a preocupação de oferecer uma experiência plena quando o smartphone está fechado. Se estiver distraído nem vai pensar que está perante um dobrável, tal a qualidade do ecrã exterior. Neste caso é um equipamento semelhante a um Android normal, com dimensões semelhantes e todas as funcionalidades.
Ainda vamos testar o equipamento durante mais algum tempo para uma análise mais profunda. Mas as primeiras impressões são bastante positivas deste dobrável, seja para assistir a séries, trabalhar, jogar ou simplesmente navegar online num ecrã generoso quando aberto e confortável de utilizar.
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